O Santander Totta tem 80 mil clientes com moratórias no pagamento dos créditos, disse esta quinta-feira o presidente executivo do banco, Pedro Castro e Almeida, em conferência de imprensa.

Segundo o responsável, as moratórias de crédito dos clientes do banco representam uma “injeção de liquidez às famílias e empresas de 1.000 milhões de euros”, uma vez que é esse o valor que os clientes com empréstimos com moratórias (particulares e empresas) teriam de pagar em capital e juros até setembro (quando terminam as atuais moratórias).

No total, os créditos aderentes às moratórias têm um valor (ao longo de toda a vida do empréstimo) de 9.000 milhões de euros.

O Santander Totta indicou ainda que os créditos com moratórias representam 23% do crédito a particulares e cerca de 40% do crédito a empresas elegível (que exclui grandes empresas e setor público).

Desde final de março está em vigor a lei que permite a suspensão dos pagamentos das prestações de créditos à habitação e créditos de empresas (capital e/ou juros) por seis meses, de abril a setembro, estando a ser estudada pelo Governo a hipótese de essas moratórias serem estendidas.

Também os principais bancos que operam em Portugal acordaram moratórias para crédito ao consumo (não abrangido pela lei do Governo) e crédito à habitação, sendo que podem aceder à moratória clientes com quebras de 20% nos seus rendimentos (que a lei do Governo não abrange).

O Santander anunciou esta quinta-feira lucros de 118,9 milhões de euros no primeiro trimestre, menos 13,4% do que no mesmo período de 2019.

O administrador financeiro, Manuel Preto, indicou que no primeiro trimestre foi feito um reforço de provisões de crédito em 30 milhões de euros já antevendo parte das perdas que poderão acontecer devido à crise.