Portugal tem 28.583 casos confirmados de Covid-19, segundo o Relatório da Direção Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica no país desta sexta-feira, dia 15. Houve um aumento de 264 casos, num acréscimo percentual de 0,9%, mais 0,2% do que na véspera. Duas notas desde logo a esse propósito: este foi o valor mais alto da semana, com uma diferença de 30 casos a mais em relação a terça-feira, mas, mantendo-se os registos médios ao fim de semana desde o início da pandemia (que tendencialmente são mais baixos do que nos dias de semana), esta deverá ser a primeira semana em que o aumento de novos casos nunca chega à fasquia de 1%.

Boletim DGS. Portugal com menos 125 internados em três dias (apesar do ligeiro aumento dos casos em UCI)

Já o número de mortes subiu de 1.184 para 1.190, apenas mais seis, o que baixou a taxa de letalidade em 4,16% (menos 0,2% do que na véspera) – mais significativo ainda, este foi o dia em que se registaram menos óbitos desde 22 de março (nesse dia, verificaram-se apenas dois mortos, numa fase em que o total era de 14). Outro dado: pela primeira vez desde que o Boletim apresenta as mortes divididas por grupo etário e género não se registou qualquer óbito entre homens. Por fim, o número de casos recuperados passou agora para 3.328, mais 130 do que na véspera (uma subida de 4,1%) – que representa um total de 779 desde terça-feira, a apenas 81 do valor registado ao longo de toda a última semana, que continua a ser aquela onde houve um maior aumento total (860).

De resto, as duas principais notas que se destacam neste Boletim referem-se ao número de novos casos por regiões e concelhos e à evolução de casos internados e em Unidades de Cuidado Intensivos. Na primeira, Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser de longe o principal foco de novos casos, com 69,7% do total (184 em 264), uma realidade que está também refletida nos concelhos com maior aumento de testes positivos: Sintra, Lisboa, Loures, Seixal e Amadora. Olhando para os cinco dias da semana, o Norte continua a ter o dobro dos casos (16.214) mas Lisboa e Vale do Tejo registou 70,8% dos novos casos desde segunda-feira, passando de 7.242 para 7.951 (709 dos 1.002 casos da semana). Na segunda, confirmou-se mais uma vez a descida de casos internados, que são já menos 132 só nos últimos quatro dias, mas, à semelhança de ontem, houve uma ligeira subida dos casos em UCI (mais quatro).

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O que tem mesmo de saber sobre o coronavírus em Portugal

Por fim, num Boletim com variações residuais (casos suspeitos, casos não confirmados, contactos em vigilância pelas autoridades de saúde ou casos a aguarda resultados) ou inexistentes (o valor de casos importados não mexeu pelo 18.º dia nos últimos 19, mantendo-se nos 770 provindos de 50 países), nota para uma nuance nos novos casos por faixa etária, que teve as maiores subidas nas faixas entre os 20 e os 29 anos e entre os 30 e os 39 anos. Em contrapartida, e confirmando uma tendência que se tem acentuado, houve apenas 14,4% acima dos 70 anos.

A análise do Relatório da Direção Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica em Portugal desta sexta-feira, dia 15 de maio, pode ser feita através de vários pontos distintos, a saber:

Número total de casos, mortes e recuperados

Menor registo de mortes desde 22 de março. Portugal tem 28.583 casos confirmados de Covid-19, segundo o Relatório da Direção Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica no país desta sexta-feira, dia 15. Houve um aumento de 264 casos, num acréscimo percentual de 0,9%, mais 0,2% do que na véspera. Já o número de mortes subiu de 1.184 para 1.190, apenas mais seis, o que baixou a taxa de letalidade em 4,16% – mais significativo ainda, foi o dia em que se registaram menos óbitos desde 22 de março (nesse dia verificaram-se apenas dois mortos). Por fim, o número de casos recuperados passou para 3.328, mais 130 do que na véspera (uma subida de 4,1%) – o que representa um total de 779 desde terça-feira, a apenas 81 do valor registado ao longo de toda a última semana.

Evolução do número de casos por semana: 2 a 8 de março (30), 9 a 15 de março (245, +215), 16 a 22 de março (1.600, +1.355), 23 a 29 de março (5.962, +4.362), 30 de março a 5 de abril (11.278, +5.316), 6 a 12 de abril (16.585, +5.307), 13 a 19 de abril (20.206, +3.621), 20 a 26 de abril (23.683, +3.477), 27 de abril a 3 de maio (25.282, +1.599) e 4 a 10 de maio (27.581, +2.299)

Evolução do número de mortes por semana: 2 a 8 de março (0), 9 a 15 de março (0), 16 a 22 de março (14, +14), 23 a 29 de março (119, +105), 30 de março a 5 de abril (295, +176), 6 a 12 de abril (504, +209), 13 a 19 de abril (714, +210), 20 a 26 de abril (903, +189), 27 de abril a 3 de maio (1.043, +140) e 4 a 10 de maio (1.135, +92)

Evolução do número de recuperados por semana: 2 a 8 de março (0), 9 a 15 de março (0), 16 a 22 de março (5), 23 a 29 de março (43, +38), 30 de março a 5 de abril (75, +32), 6 a 12 de abril (277, +202), 13 a 19 de abril (610, +333), 20 a 26 de abril (1.329, +719), 27 de abril a 3 de maio (1.689, +360) e 4 a 10 de maio (2.549, +860)

Caracterização dos óbitos

Quatro das seis mortes acima dos 80 anos. Mantém-se a incidência nas pessoas acima dos 70 anos (quatro das seis mortes neste Boletim), que representam 86,6% das 1.190 mortes por Covid-19 no país (796 acima dos 80 anos, 235 entre os 70 e os 79 anos). Das seis mortes nas últimas 24 horas, quatro foram registadas em pessoas acima dos 80 anos. De referir ainda que, pela primeira vez desde que começou o surto e que o Boletim passou a ter as mortes por género e faixa etária, não se registou qualquer óbito entre os homens. A nível de regiões, e como tinha acontecido na véspera, o Norte e Lisboa e Vale do Tejo dividiram entre si as mortes nas últimas 24 horas: o Norte teve mais três, num total de 677, e Lisboa e Vale do Tejo teve também mais três, num total de 262. Não se registaram óbitos nas últimas 24 horas no Centro, no Alentejo, no Sul, nos Açores e na Madeira.

Caracterização do número de casos por região

69,7% dos novos casos em Lisboa e Vale do Tejo. O Norte continua a ser a região com o maior número de casos mas continua a haver uma tendência a mudar nos últimos dias: ao contrário do que se passou ao longo de muitos dias até à última semana, Lisboa e Vale do Tejo voltou a ter um aumento muito maior do que todas as outras regiões juntas, com mais 184 casos num total de 7.951, uma subida percentual de 2,4%. Ou seja, 69,7% dos novos casos nas últimas 24 horas foram nessa região, mais 5,5% do que ontem (sendo que terça-feira esse valor tinha sido de 76%). Já o Norte teve mais 48 casos, um aumento de 0,3% num total de 16.214. Houve ainda subidas em mais três regiões: mais 29 casos no Centro (0,8%, mais do dobro de ontem, num total de 3.598), mais dois no Alentejo (0,8%, num total de 240) e mais um no Sul (0,3%, num total de 355). Açores e Madeira não tiveram novos casos como já tinha acontecido nos últimos dias, mantendo os 135 e 90, respetivamente.

Número de países e casos importados

18.º dia nos últimos 19 sem registo de novos casos importados. Depois de 11 dias consecutivos sem qualquer alteração no número de casos importados, o número de casos importados voltou a mexer na passada sexta-feira com mais 19 casos mas não mais registou variações a partir desse momento. Assim, mantêm-se os 770 casos importados de 50 países. Espanha (177), França (137), Reino Unido (88), Emirados Árabes Unidos (48) e Suíça (45) continuam a ser os cinco países com maior registo de casos importados.

Número de casos por grupo etário

Faixa dos 20 aos 40 anos foi a que teve mais novos casos. A faixa entre os 50 e os 59 anos continua a ser aquela que tem o maior número de casos de Covid-19, de acordo com o Boletim de hoje: mais 32 casos, num total de 4.824, enquanto a faixa entre os 40 e os 49 anos registou mais 38 casos, num total de 4.796. Nos outros dois grandes parâmetros de análise, houve um total de 14,4% de novos casos acima dos 70 anos (mais 14, num total de 2.402) e acima dos 80 anos (mais 24, num total de 4.308), bem inferior ao que se verificou entre pessoas abaixo dos 50 anos (65,9%, com 174 dos 264 novos casos nas últimas 24 horas). A faixa etária que mais subiu foi entre os 20 e os 29 anos (mais 59, num total de 3.509), seguida da faixa dos 30 aos 39 anos (mais 56, num total de 4.157).

Número de casos internados e nos cuidados intensivos

Menos 132 internados nos últimos quatro dias (mas mais casos em UCI). O número de casos em internamento voltou a sofrer uma descida, com menos sete casos num total de 673 que representa um decréscimo percentual de 1% (menos 132 casos do que na segunda-feira). Já o número de casos em Unidades de Cuidados Intensivos, que estava a descer de forma contínua desde quarta-feira da semana passada, voltou a sofrer um ligeiro aumento pelo segundo dia consecutivo, com mais quatro casos (3,7%, num total de 112).

Número de casos suspeitos, não confirmados, em vigilância e a aguardar resultados

Casos suspeitos e não confirmados com subidas pouco acima de 1%. O Boletim de hoje apresenta valores estabilizados nos parâmetros mais gerais de todos os campos em causa: o número de casos suspeitos teve um aumento de 1,1% (mais 3.024, num total de 289.039) e o número de casos não confirmados subiu também 1,1% (mais 2.714, num total de 258.004), ao passo que os contactos em vigilância pelas autoridades de saúde desceram mais uma vez, agora 1,1% (menos 290, num total de 25.792) e os casos a aguardar resultados, que tinham descido nos últimos dois dias, tiveram agora uma ligeira subida de 1,7% (mais 46, num total de 2.722).

Caracterização dos casos por género

58,6% dos casos entre mulheres. Continua a confirmar-se uma tendência de distribuição por género em Portugal mas a percentagem de mulheres infetadas, que tem vindo a subir de forma ligeira e gradual, sofreu neste Boletim uma pequena inversão, com mais 16 homens do que mulheres infetados. Ainda assim, continua a haver mais 4.909 casos positivos entre mulheres (num total de 16.746 casos, 58,6% dos 28.583 em Portugal).

Número de casos por concelho

Sintra, Lisboa e Loures com os maiores aumentos entre concelhos (mais uma vez). Lisboa continua a ser o concelho do país com mais casos de Covid-19, num total de 1.871 (mais 36 do que na véspera), e teve o segundo maior crescimento neste Boletim, marcado pelas subidas noutros concelhos de Lisboa e Vale do Tejo: houve mais 52 casos em Sintra (total de 842), mais 15 em Loures (total de 591), mais 12 no Seixal (total de 231), mais 11 na Amadora (total de 510) e mais oito em Oeiras (total de 305). Alguns concelhos do Norte com mais casos tiveram subidas residuais à exceção de Matosinhos (mais nove, total de 1.229), casos de Vila Nova de Gaia (sem novos casos, total de 1.463), Porto (mais um, total de 1.312), Braga (sem novos casos tal como na véspera, total de 1.153), Gondomar (mais um, total de 1.052) ou Maia (sem novos casos, total de 909).

Caracterização dos casos confirmados por sintomas

Tosse e febre continuam como principais sintomas. Os sintomas apresentados entre testes positivos (com informação de 89% desses casos, a mesma percentagem da véspera) sofreram uma única variação ligeira em relação à véspera: há uma preponderância maior de tosse (41%, menos 1%, naquela que foi alteração registada face a ontem) e febre (30%), seguidas de dores musculares (21%) e cefaleia (20%). Fraqueza generalizada (15%) e dificuldades respiratórias (12%) continuam a ser os sintomas com menor taxa de incidência.