A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) vai pedir ao Governo que disponibilize três mil milhões de euros para a capitalização de empresas, avançaram os jornais Negócios e Económico (versão em papel) esta sexta-feira. O pedido faz parte de um conjunto de propostas que serão esta sexta-feira levadas à reunião da Concertação Social.

“Precisamos de utilizar em Portugal os instrumentos que exigimos da Europa”, referiu a entidade.  A “bazuca portuguesa”, como foi apelidada pela entidade patronal, depende da criação de um “Fundo de Fundos”, que ficaria na órbita da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), de onde partiria para fundos de capital de risco.

O capital poderá servir para cobrir prejuízos, novos investimentos no processo produtivo, modernização, expansão, internacionalização ou exportação e substituição de importações”, explica, considerando que as empresas não podem sobreviver apenas com moratórias e linhas de crédito.

A CIP propõe ainda a criação de uma linha de dívida subordinada, a conversão de garantias de Estado em incentivos a fundo perdido para “empresas que mantiverem a atividade económica e garantirem a manutenção do emprego” e o reforço de capitais de risco para start-ups, segundo apuraram os dois jornais.