O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, criticou esta sexta-feira políticos estrangeiros por “politizarem” a epidemia, ao pedirem responsabilidades à China e condenarem a gestão da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os comentários de Wang, difundidos pela agência noticiosa oficial Xinhua, surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter criticado repetidamente a China, por alegadamente ter encoberto o surto nos estágios iniciais, e suspendido os pagamentos à OMS, por considerar que a organização serviu os interesses chineses ao vincular informação incorreta.

Outros países, incluindo a Austrália, também pediram uma investigação independente sobre a origem da pandemia, levando a China a suspender a licença para exportação de grandes produtores de carne bovina australianos, numa aparente retaliação.

Sob a liderança do Presidente chinês, Xi Jinping, a China conseguiu, de acordo com o ministro, “controlar o surto, através de esforços árduos, e retomou gradualmente a vida económica e social, ao mesmo tempo que tomava medidas de prevenção e controlo”.

Wang foi citado durante uma conversa por telefone, na quinta-feira, com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Estónia e Bósnia e Herzegovina. A China “superou as suas próprias dificuldades, ofereceu apoio e assistência aos países relevantes, compartilhou experiências e tratamentos de prevenção e controlo sem reservas, e facilitou a compra de equipamento antiepidémico na China a vários países”, disse Wang.

As tentativas de politizar a pandemia e de difamar a OMS são “uma grave violação dos princípios morais internacionais e minam os esforços internacionais antiepidémicos’, acrescentou.

O número de casos de infeção pelo novo coronavírus que continuam ativos na China caiu, nas últimas 24 horas, abaixo dos 100 pela primeira vez desde janeiro passado, quando o país entrou em estado de alerta máximo para a doença.

A China diagnosticou, nas últimas 24 horas, quatro novos casos de contágio local pelo novo coronavírus, na província de Jilin, no nordeste do país, que faz fronteira com a Rússia e a Coreia do Norte.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 300 mil mortos e infetou quase 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.