Podemos organizá-los por tamanhos, cores ou por temas, ceder à função meramente estética ou potenciar uma área empenhada no trabalho, dispor os seus inquilinos em pé, deitados, ou com peças decorativas em cima, só porque sim. O espaço entre os livros pode ser preenchido por elementos que queremos destacar ou usufruir de liberdade extra que lhe garanta respiração e luz.

Com a explosão de videochamadas e conferências, as estantes ganharam um inesperado protagonismo em nossa casa. A propósito do Dia Mundial da Arrumação, assinalado a 20 de maio, fazemos um Raio-X a esta peça com a Designer de Interiores Rita Salgueiro, que revela como podemos conjugar harmonia com a localização eficiente de um volume. E que nos ajuda a perceber como a estante consegue passar uma imagem do que somos — “ou a imagem do que não somos mas gostaríamos de ser”.

Como fundo de videoconferências, as estantes passaram mais que nunca a fazer parte da paisagem por estes dias. Basta ligar a televisão.
Verdade mas, talvez por ser Designer de Interiores, ninguém me mostra nada, há uma tendência a que me apareçam sempre em fundos neutros, com paredes brancas por trás e não dá para ver nada para além de uma parede.

Talvez receiem a avaliação. Que balanço faz das que costuma ver? Somos demasiado conservadores na arrumação ou tem assistido a boas surpresas?
Já nas Consultas de Ideias Online tenho visto um pouco de tudo, as menos harmoniosas, as que eu designo de “Biblioteca Nacional”, com os livros todos alinhados e outras mesmo caóticas, mas aí há pouco a dizer uma vez que essa é a razão para a qual estão a contratar o meu serviço.

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