Primeiro foram os partidos a pronunciar-se sobre um eventual adiamento do ato eleitoral nos Açores, que só admitem caso haja algum tipo de restrições em virtude da pandemia da Covid-19, depois Rui Rio a ponderar pedir um adiamento das regionais dos Açores, devido “à impossibilidade de ser feita campanha eleitoral em condições habituais”, mas, neste momento, Eduardo Cabrita afasta a ideia de adiar as eleições para a Assembleia Legislativa dos Açores.

Partidos só admitem adiamento de eleições nos Açores caso haja restrições

“Para já, o ministério da Administração Interna está a trabalhar num cenário de manutenção do calendário eleitoral”, afirma o ministro Eduardo Cabrita — em resposta ao Público na edição desta segunda-feira — acrescentando que “a competência para a marcação das eleições regionais é do Presidente da República e ao MAI cabe organizar o processo eleitoral”.

Segundo Cabrita, “o plano de desconfinamento permite a realização das eleições regionais”, pelo que para já não está no horizonte adiar as eleições. Certo é que sem qualquer vacina ou alteração de maior esperada até ao final do próximo verão os atos eletivos até lá — seja nos Açores ou para a presidência da República — deverão ser preparados cumprindo todas as regras de distanciamento social e etiqueta respiratória que passaram a integrar o dia a dia dos portugueses.

As tradicionais aglomerações e banhos de multidão que os tempos de campanha eleitoral trazem aos partidos e aos candidatos ficarão em suspenso tal como uma “normal” ida à praia ou a um centro comercial cheio de pessoas. Serão novas rotinas a exigir também uma reinvenção da tradicional campanha eleitoral.

Mas sobre as eleições presidenciais, Cabrita não arrisca prognósticos. “O próximo inverno ainda está longe para anteciparmos o impacto de uma segunda vaga da pandemia de Covid-19 nas presidenciais”, afirma o ministro da Administração Interna.