Os lucros do BCP caíram 77,1% para 35,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2020, uma diminuição face aos 153,8 milhões de euros do mesmo período do ano passado, refletindo os efeitos da pandemia de covid-19.

De acordo com um comunicado do banco enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o resultado é “influenciado por provisões covid-19 de 78,8 milhões de euros”.

“Assim, a quebra face aos 153,8 milhões de euros apurados no trimestre homólogo do ano anterior decorreu em grande parte do aumento de 98,3 milhões de euros evidenciado pelas outras imparidades e provisões, que incluem também o reforço da provisão extraordinária constituída para os processos relacionados com os créditos à habitação concedidos em francos suíços pela subsidiária polaca”, pode ler-se também no comunicado do BCP ao mercado.

O Millennium BCP revelou ainda que já aprovou mais de 100.400 moratórias de crédito a famílias e empresas no âmbito das medidas de apoio à economia no contexto da pandemia de covid-19.

No comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que acompanha a apresentação de resultados trimestral (lucros de 35,3 milhões de euros), o banco assinala que nas empresas foram aprovadas mais de 23.700 moratórias e nas famílias o número supera as 76.700 moratórias.

Em conferência de imprensa de apresentação de resultados, nas instalações do BCP no Taguspark, em Oeiras (distrito de Lisboa), o presidente executivo do BCP, Miguel Maya, assinalou que depois de alguma demora no arranque, feita “no interesse dos clientes”, o banco “foi muito rápido a fazer a operacionalização das moratórias” quando o seu modelo foi conhecido.