A 28 de Maio, o construtor japonês vai anunciar onde pretende cortar 300 mil milhões de ienes (cerca de 2,5 mil milhões de euros), valor que definiu como necessário para sair da (péssima) situação financeira em que se encontra. Mas, apesar do secretismo das medidas, sabe-se já que vai envolver o fecho de fábricas, ao que tudo indica as três que possui nos arredores de Barcelona. Mas a sangria está longe de ficar por aqui.

Nissan quer fechar as fábricas de Barcelona

Agendada para desaparecer está igualmente a Datsun, marca antecessora da Nissan que os japoneses queriam fazer renascer como low-cost, com o construtor a pretender concentrar-se nos modelos pequenos e SUV para o mercado europeu. Para tal, necessita apenas de manter a fábrica britânica de Sunderland, com a restante produção a passar para as fábricas europeias da Renault, o que é fácil se se tratar de modelos que partilham a mesma plataforma e mecânicas, como é o caso do Captur e do Juke, do Clio e do Micra.

A Nissan quis ter a sua Dacia. Mas não correu bem

A estratégia da Nissan passa ainda por apostar nos veículos comerciais, mas sobretudo furgões, pois tudo indica que não haverá continuação para modelos emblemáticos como a pick-up Navara, que assim deverá desaparecer do mercado europeu, o mesmo devendo acontecer com desportivos como o Nissan 370Z e, lamentavelmente, o Nissan GT-R – tão só a proposta mais emocionante da Nissan e um dos mais eficientes e divertidos superdesportivos do mercado, neste segmento de preços.

A fábrica britânica de Sunderland não deverá escapar sem mazelas desta cura de emagrecimento forçada, sendo para já previsível a perda de um dos turnos, passando a trabalhar com apenas dois, o que supõe uma redução considerável de trabalhadores, ainda que não tão violenta quanto a esperada para Barcelona.

Mas falta ainda saber que tipo de impostos é que os veículos produzidos em Inglaterra vão pagar à entrada dos países da União Europeia, uma vez que uma taxa mais elevada pode retirar-lhes competitividade, comprometendo o futuro da fábrica, que assim poderia passar a laborar apenas para vender no Reino Unido.