O Estado português vai esta quarta-feira aos mercados arrecadar entre 1.500 e 1.750 milhões de euros, ao emitir dívida a seis e doze meses, de acordo com a Agência da Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP.

Segundo a nota da agência presidida por Cristina Casalinho, irão ser realizados dois leilões de Bilhetes do Tesouro (BT), pelas 10h30, com maturidades em novembro de 2020 e maio de 2021, com um montante indicativo global entre 1.500 milhões de euros e 1.750 milhões de euros.

No último leilão comparável, em 15 de abril, Portugal colocou 1.250 milhões de euros, montante abaixo do máximo anunciado, em BT a três e a 11 meses, a taxas de juros superiores, tendo no prazo mais longo passado para terreno positivo.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na agência Bloomberg, em 15 de abril, a 11 meses foram colocados 840 milhões de euros em BT à taxa de juro média de 0,038%, positiva e superior à registada em 19 de fevereiro, quando foram colocados 950 milhões de euros a -0,484%.

A três meses foram colocados 410 milhões de euros em BT à taxa média de -0,009%, negativa, mas superior à verificada em 19 de fevereiro, quando foram colocados 300 milhões de euros a -0,500%.

A procura atingiu 1.155 milhões de euros para os BT a 11 meses, 1,38 vezes superior ao montante colocado, e 1.038 milhões de euros para os BT a três meses, 2,53 vezes o montante colocado.

A IGCP anunciou que aqueles BT leiloados têm maturidades em 17 de julho de 2020 (três meses) e em 19 de março de 2021 (11 meses) e que o montante indicativo global era entre 1.000 milhões e 1.500 milhões de euros.