Um tribunal israelita ordenou esta quarta-feira ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que compareça na abertura do seu julgamento, depois de os seus advogados terem apresentado um pedido em sentido contrário.

O tribunal rejeitou o pedido, argumentando que a comparência do acusado na leitura da acusação é a regra e que não existem quaisquer fundamentos para que Netanyahu se ausente nesta fase do processo.

Netanyahu foi indiciado em 2019 das acusações de fraude, abuso de confiança e aceitação de subornos, o que é negado pelo primeiro-ministro israelita.

O chefe do governo rejeita todas as acusações que o envolvem numa série de escândalos em que se incluem também o pagamento de “luvas” e a troca de favores nas reformas dos meios de comunicação social para cobrir as suas atividades de forma positiva.

O julgamento de Netanyahu esteve inicialmente marcado para abril, mas foi adiado para esta quarta-feira devido à pandemia de Covid-19.

No domingo, Netanyahu tomou posse pela quarta vez consecutiva como primeiro-ministro, após três eleições em menos de um ano.