Primeiro a ameaça, agora a confirmação oficial. Os EUA anunciaram que está proibida a entrada no país de viajantes vindos do Brasil, medida que afeta apenas cidadãos que não sejam norte-americanos.

Robert O’Brien, assessor do presidente Donald Trump, já tinha alertado durante a tarde de domingo para a iminência de uma medida deste género. “Creio que vamos ter hoje uma nova decisão sobre viagens que envolvam o Brasil, como fizemos com o Reino Unido, a Europa e a China, e esperamos que seja temporário”, afirmou o responsável, em declarações à CBS.

No decreto do presidente Trump, citado pela CNN, pode ler-se: “Decidi que é do interesse dos EUA tomar medidas para restringir e suspender a entrada no país de imigrantes ou não imigrantes, de todos os estrangeiros que estiveram fisicamente presentes na República Federativa do Brasil durante os 14 dias anteriores à entrada ou tentativa de entrada nos Estados Unidos.”
O Brasil é atualmente um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19, como indicou este domingo o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, e isso teve influencia na decisão.

“Devido à situação no Brasil vamos tomar todas as medidas necessárias para proteger o povo norte-americano”, disse O’Brien, numa altura em que os Estados Unidos já registam perto de 100 mil mortes associadas à covid-19.

Os Estados Unidos suspenderam os voos provenientes da China e da maior parte dos países da União Europeia e do Reino Unido, à medida que a pandemia ia alastrando.

A América Latina tornou-se um epicentro da pandemia e o Brasil é o segundo país com maior registo de casos a seguir aos Estados Unidos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 342 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (97.087) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,6 milhões).

O Brasil, com mais de 22 mil mortos e 347 mil casos, é o segundo país do mundo em número de infeções, enquanto a Rússia, que contabiliza 3.388 mortos, é o terceiro, com mais de 335 mil.