A indústria de conservas ESIP de Peniche, no distrito de Leiria, mandou para quarentena em casa duas centenas de trabalhadores, depois de um profissional ter testado positivo à Covid-19.

Contactada a fábrica de conservas de peixe, o diretor Ricardo Luzio remeteu para um comunicado divulgado no site da multinacional tailandesa Thai Union, a que pertence a conserveira European Seafood Investiment Portugal (ESIP). A fábrica tem cerca de 850 trabalhadores.

Na segunda-feira, a empresa “recebeu a confirmação de que um trabalhador testou positivo à Covid-19”, depois de na quarta-feira passada ter apresentado sintomas.

O operário encontra-se em casa em isolamento profilático e “não apresenta sintomas graves ou corre perigo de vida”, acrescenta.

Em resultado, a conserveira, o maior empregador do concelho de Peniche, “enviou para casa cerca de 200 trabalhadores que contactaram com o funcionário” infetado, como medida de precaução.

Esses trabalhadores “não apresentam sintomas” e estão em quarentena em casa à espera de serem testados.

No comunicado, a empresa esclarece que está a trabalhar com as autoridades locais de saúde em “medidas para garantir que a Covid-19 não se espalhe entre os operários da fábrica”, entre as quais a desinfeção de áreas.

Dentro do seu plano de contingência, a conserveira já tinha adotado a medição de temperatura à entrada de cada turno, o uso de equipamentos de proteção individual, a higienização regular das mãos e o reforço da limpeza.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 350 mil mortos e infetou mais de 5,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.356 pessoas das 31.292 confirmadas como infetadas, e há 18.349 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Portugal entrou no dia 3 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à Covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.