Na última terça-feira, foram quase 200 os chefs que se juntaram em frente ao parlamento espanhol, em Madrid. O motivo? Exigem medidas económicas efetivas que apoiem o setor da hotelaria, num país onde o estado de emergência vigora desde 15 de março e irá estender-se até 6 de junho.

“Precisamos e exigimos medidas económicas razoáveis, que realmente nos permitam avançar com os nossos negócios. Noutras crises fomos a solução e nesta, sem dúvida que também ajudaremos, até porque estamos dispostos a fazê-lo. Acreditem que nos nossos espaços não vão faltar as medidas de proteção à saúde de todos”, afirmou Juanjo López, proprietário e chef da madrilena La Tasquita de Enfrente e porta-voz deste grupo concertado, citado pelo El Mundo.

Spanish Chefs Protest In Madrid

Juanjo López leu o manifesto em frente ao Congresso © Europa Press Entertainment/Europa Press via Getty Images

Segundo o mesmo jornal, em frente ao Congresso estiveram também nomes da alta cozinha, reconhecidos com as famosas estrelas Michelin. Entre eles Ramón Freixa, Paco Roncero, Mario Sandoval, Diego Guerrero, Oscar Velasco, Iván Muñoz, Pedro Larumbe e Pepa Munõz. Além dos chefs, também alguns empresários do ramo da restauração marcaram presença.

Entre apoios, medidas que facilitem a reabertura dos restaurantes e uma maior participação destes profissionais no plano de reabertura da economia, o protesto dos chefs, praticamente todos de luvas e máscara, foi audível através de um megafone. No chão, dezenas estenderam as suas fardas de trabalho — “um símbolo de humildade com a esperança de que algum representante desta instituição tão valiosa ajudar”.

Spanish Chefs Protest In Madrid

Vários chefs colocaram as suas fardas de trabalho no chão em protesto © Europa Press Entertainment/Europa Press via Getty Images

“Conhecemos a realidade do dia-a-dia e podemos aconselhar e ajudar a definir as novas regras. Somos um setor de luta, resistente e solidária, mas estamos num momento de extrema fraqueza”, enfatizou o mesmo profissional, encarregue de ler o manifesto elaborado pelo grupo à frente do Congresso.

O protesto foi organizado pela Federação de Cozinheiros e Pasteleiros de Espanha e pela Associação de Cozinheiros e Pasteleiros de Madrid. No total, o setor representa uma fatia de 6,2% do PIB espanhol e empresa mais de 1,7 milhões de pessoas.