Donald Trump anunciou que os Estados Unidos da América estão a “encerrar o seu relacionamento” com a Organização Mundial de Saúde. Em conferência de imprensa, o presidente dos EUA afirma que pretende redirecionar os fundos para outras “emergências globais de saúde”.

Trump não chegou a esperar pelo fim do prazo que impôs no dia 18 de maio, quando ameaçou congelar permanentemente as verbas para a organização. Como condição, pode ler-se na carta que enviou à organização, esta teria de apresentar “melhorias substanciais” em trinta dias.

Nas últimas semanas, Trump tem acusado a OMS de falta de transparência e de ser uma “marioneta da China”. Desde abril que o país mantém suspensas as suas contribuições para a Organização Mundial de Saúde, uma decisão que afetou a organização já que os EUA eram o maior financiador da OMS.

Endereçada a Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS, e publicada no Twitter, a carta contém o resumo das críticas do presidente. Trump explica que a organização não dá “claramente” resposta aos interesses norte-americanos e que devia ter dado conta mais cedo do surto global da Covid-19: a declaração de pandemia só chegaria a 11 de março, que Trump considerou ser tardia.

No discurso desta sexta-feira, voltou a reforçar a ideia de que a China tem “total controlo” sobre a a OMS, tendo mesmo pressionado a organização para enganar o resto do mundo em relação à pandemia. “O mundo está a sofrer agora com os resultados dos erros do governo chinês”, disse.

“O mundo agora está agora a sofrer com o resultado da má conduta do governo chinês. O encobrimento do coronavírus na China permitiu que a doença se espalhasse por todo o mundo, fomentando uma pandemia global que custou mais de 100.000 vidas americanas. E mais de um milhão de vidas em todo o mundo, afirmou o presidente.

Trump erraria nos números (o total de mortes à data desta sexta-feira é de 362.731), mas reforçaria ideia que tem defendido nos últimos meses: a de que a culpa pela pandemia é da China. No entanto, dentro de portas o presidente tem enfrentado críticas pela forma como tem lidado com a Covid-19, com o número de mortes nos EUA  a ter já ultrapassado a fasquia dos 100 mil.