Enquanto Bolsonaro sobrevoava de helicóptero uma manifestação de apoio ao seu mandato e montava um cavalo da patrulha militar para se movimentar entre os apoiantes, a vários quilómetros, em São Paulo, duas outras manifestações acabavam com a força musculada da polícia. Na Avenida Paulista, dois grupos — uns que se afirmam “pró-democracia” e anti-fascistas (“antifa”) e outros apoiantes de Bolsonaro, cruzaram-se. E o que começou por ser uma manifestação pacífica, segundo o G1, acabou em momentos de maior tensão, esta tarde de domingo.

A Polícia Militar utilizou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, mas aquilo que era um confronto com outro grupo de pessoas transformou-se num conflito entre manifestantes pró-democracia e a Polícia Militar, segundo o G1. Aos petardos lançados pela Polícia Militar, os manifestantes responderam com paus e pedras o que obrigou os militares a utilizar, uma vez mais gás lacrimogénio, e balas de borracha para dispersar os manifestantes.

“A polícia estava ali entre os dois grupos antagónicos, para manter a segurança de todos. Num determinado momento começaram a atirar pedras contra a Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral (petardos)”, afirmou o coronel Álvaro Camilo em entrevista à GloboNews, citado pelo G1.

Os confrontos acontecem no mesmo dia em que Trump anunciou no Twitter que os Estados Unidos iriam passar a considerar a “ANTIFA” como uma organização terrorista, uma publicação que Jair Bolsonaro republicou, como se de um aviso se tratasse.

O filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro também reagiu no Twitter à decisão do presidente norte-americano, considerando que o Brasil “devia fazer o mesmo” e atirando às claques dos clubes de futebol — que organizaram o protesto em São Paulo — que acusa de quererem “desordem, barderna [confusão] e confronto”.