Já é possível encomendar no nosso país as novas versões electrificadas do Clio e do Captur, denominadas Clio E-Tech híbrido e Captur E-Tech Híbrido Plug-In, apesar de as entregas apenas arrancarem em Setembro. Disponíveis por valores a partir de 23.200€, no caso do utilitário, e 33.590€, para o pequeno SUV, estas são as propostas com que a Renault pretende atrair os clientes que pretendem a economia de um diesel, mas sem as potenciais limitações futuras de possuir um motor a gasóleo.

O Clio E-Tech monta um motor principal a gasolina, com 1598 cc, associado a uma caixa de velocidades inovadora que combina três mudanças mecânicas e outras duas eléctricas, com as primeiras a estarem presentes para evitar o “escorregamento”, ou seja, a subida de aceleração do motor quando se pisa o acelerador, sem o correspondente incremento de velocidade.

Dentro dessa caixa de velocidades, sem embraiagem, estão dois motores eléctricos, um mais potente destinado a ajudar o motor a gasolina (e a motorizar o modelo quando a circular em modo eléctrico, em que consegue percorrer cerca de 5 km), e um segundo a assegurar a modulação das mudanças. Para alimentar ambos os motores eléctricos, o Clio E-Tech conta com uma bateria com 1,2 kWh.

No total, o modelo fornece 140 cv, com um consumo e emissões mais reduzidos. A Renault anuncia entre 4,3 e 4,4 litros/100 km, a que correspondem 98 g de CO2/km. Comparada com este Clio electrificado, a versão a gasóleo (Clio dCi com 115 cv) anuncia 4,2 litros/100 km e 110g de CO2, com a curiosidade de as versões E-Tech e diesel serem ambas propostas por 23.200€ (no nível de equipamento Intens). Contudo, quem for motivado pelo preço, continua a ter as alternativas a gasolina como as mais acessíveis, pois a versão de 75 cv é proposta a partir de 15.700€ (equipamento Zen) e a de 100 cv arranca em 17.950€ (Intens). Porém, para os clientes empresariais, é preciso ter em conta que o Clio E-Tech paga apenas 10% de tributação autónoma e permite recuperar 60% do IVA.

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Captur PHEV anuncia 1,5 l/100km

Comparado com o Clio E-Tech híbrido, o Captur E-Tech Híbrido Plug-In assume-se como uma solução mais sofisticada e amiga do ambiente, mas partindo da mesma base. Isto significa que o motor 1.6 atmosférico a gasolina, funcionando segundo o ciclo Atkinson, não sofreu alterações. O mesmo acontece com a caixa, que não possui embraiagem ou sincronizadores, mas entre as três velocidades mecânicas e as duas eléctricas proporciona ao condutor 15 variações distintas.

Com o motor 1.6 a gasolina a fornecer 91 cv e os dois eléctricos a debitarem 67 cv e cerca de 20 cv (para modular e sincronizar a caixa, além de fazer de motor de arranque e gerador), o Captur PHEV debita um total de 158 cv. A bateria com 10,4 kWh permite que o motor eléctrico ajude o motor a gasolina, para depois garantir que consegue percorrer 50 km em modo exclusivamente eléctrico.

Comparado com a versão a gasóleo, o Captur PHEV tem mais potência e menos consumos e emissões. Em vez de 4,7 litros, o Captur E-tech anuncia apenas 1,5 litros de média, a que deverão corresponder entre 30 e 35 g de CO2, um valor bem inferior aos 123g da versão diesel.

O preço do Captur E-Tech PHEV é relativamente elevado, 33.590€, mas isso deve-se ao facto de só estar disponível nas versões de equipamento mais completas, respectivamente a Exclusive e a Initiale Paris, esta proposta por 36.590€. Contudo, este Captur híbrido plug-in usufrui de uma série de vantagens fiscais que o tornam mais competitivo, especialmente quando adquirido por empresas ou profissionais liberais. Além de deduzir 100% do IVA (do valor do veículo e da electricidade gasta a recarregar a bateria), a versão PHEV corta ainda 75% no ISV e paga apenas 10% de tributação autónoma, concedendo ao modelo grandes vantagens face aos Captur com motor a gasóleo. De salientar que esta mesma mecânica vai surgir em breve no Renault Mégane.