O Brasil produziu em abril uma média diária de 2,9 milhões de barris de petróleo, praticamente o mesmo de março, apesar da paralisação de 38 campos de extração e de 66 instalações marítimas devido à Covid-19.

De acordo com o balanço divulgado na terça-feira pela Agência Nacional do Petróleo do Brasil (ANP, órgão regulador), a produção de petróleo no país em abril só diminuiu 0,5% em relação a março, mas aumentou 13,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Já a produção de gás natural atingiu 124 milhões de metros cúbicos por dia, com um aumento de 1,9% em relação a março e 9,8% face ao mesmo mês de 2019.

Somando ambos os produtos, a produção brasileira diária de petróleo e gás natural em abril foi de 3,7 milhões de barris equivalentes (padrão de medida equivalente à energia libertada pela queima de um barril de petróleo bruto), quantidade praticamente inalterada em relação a março.

No entanto, a produção de petróleo e gás natural em abril aumentou 12,8% em comparação com os 3,3 milhões de barris diários produzidos no mesmo mês do ano passado.

Na comparação com janeiro, quando o Brasil atingiu uma produção diária recorde de 4,041 milhões de barris equivalentes de óleo e gás natural, a extração em abril caiu 7,5%.

A ANP observou que a produção das 33 empresas que operam no Brasil permaneceu praticamente estável entre março e abril, apesar do encerramento das operações em vários campos e instalações como medida preventiva contra o avanço da pandemia de Covid-19, principalmente em unidades em alto mar, cujas condições facilitam o contágio.

Segundo o órgão regulador, em abril a produção foi interrompida temporariamente num total de 38 campos de extração, 17 em terra e 21 em alto mar, assim como em 66 instalações de produção marítima.

Todas as empresas de petróleo que operam no Brasil, começando pela estatal Petrobras, adotaram rigorosos protocolos de segurança sanitária nos seus campos que continuam em operação, que incluem a obrigatoriedade de realização de testes de diagnóstico ao novo coronavírus em todos os funcionários que embarcam rumo a plataformas de exploração em águas profundas.

O Brasil, foco da pandemia na América Latina, é o segundo país com mais casos confirmados da Covid-19 no mundo e o quarto com mais mortes.

O país sul-americano voltou na terça-feira a ultrapassar a barreira das mil mortes diárias pela Covid-19, tendo registado 1.262 óbitos nas últimas 24 horas, num total de 31.199 vítimas mortais desde o início da pandemia, informou o executivo.

Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, o país registou ainda 28.936 infetados nas últimas 24 horas, totalizando agora 555.383 casos confirmados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 377 mil mortos e infetou mais de 6,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,6 milhões de doentes foram considerados curados.