O presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim, vê como “difícil” o regresso da Fórmula 1 a Portugal em 2020, num cenário de substituição de um dos Grandes Prémios cancelados devido à Covid-19.

“Fizemos o que tínhamos de fazer, mas ainda não há nenhuma resposta definitiva. Estamos todos à espera”, frisou o presidente da FPAK, em declarações à Agência Lusa. No entanto, Ni Amorim admite que, caso fosse para haver uma resposta positiva, “a esta altura já saberia de alguma coisa”.

Para já foram divulgadas apenas oito corridas no calendário redesenhado para 2020, todas em solo europeu. As duas primeiras no Red Bull Ring de Spielberg, na Áustria, nos dias 5 e 12 de julho. Segue-se, em 19 de julho, o Grande Prémio da Hungria e, depois, nova dupla jornada em Silverstone, no Reino Unido, em 2 e 9 de agosto. O GP de Espanha, na Catalunha, será em 16 de agosto. Segue-se a Bélgica, em Spa-Francorchamps, em 30 de agosto, e o GP de Itália, no circuito de Monza, em 6 de setembro.

A partir daí, o calendário volta a ser uma incógnita.

No entanto, o diretor de operações da F1, o britânico Ross Brawn, garantiu esta quinta-feira que, mesmo que não se realizem mais do que estas oito provas, a Fórmula 1 manterá o estatuto de Campeonato do Mundo.

Os regulamentos internacionais implicam a realização de provas em pelo menos três continentes diferentes para uma competição poder ter o estatuto de Campeonato do Mundo da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

Mas Ross Brawn disse à revista britânica Autosport que a situação “sem precedentes” provocada pela pandemia de Covid-19 permite a manutenção do estatuto do campeonato. Ao todo, já foram canceladas ou adiadas 10 das 22 corridas da temporada.