As verbas previstas para a compra de publicidade institucional pelo Estado no Observador e ECO, de mais de 100 mil euros no global e que foram rejeitadas pelos dois meios, não serão distribuídas, disse à Lusa fonte governamental.

No dia 28 de maio foi publicado em Diário da República a retificação dos valores de compra antecipada de publicidade institucional aos media, uma medida para ajudar o setor na sequência do impacto da pandemia de Covid-19. Em causa estava o montante destinado ao Observador, que no diploma anterior era de 19,9 mil euros e que foi retificado para 90,5 mil euros.

Tanto o Observador como o ECO (Swipe News), a quem tinha sido atribuído um montante de 18,8 mil euros, já formalizaram a rejeição destes montantes. Observador e ECO totalizam 109 mil euros das verbas em compra antecipada em publicidade. Questionada pela Lusa sobre o que acontece a estas verbas, fonte governamental disse que este “dinheiro não será distribuído”.

Para ajudar os media no âmbito do impacto no setor da pandemia de Covid-19, o Governo aprovou a compra antecipada de publicidade institucional por parte do Estado, no montante de 15 milhões de euros, dos quais 75% (11,2 milhões de euros) visam a comunicação social de âmbito nacional.

A Impresa e a Media Capital vão receber a maior ‘fatia’, mais de três milhões de euros cada uma. De acordo com a retificação publicada na semana passada, a dona da SIC tem destinado 3.469.550,75 euros e a da TVI 3.321.500,78 euros.

Depois seguem-se Cofina (1.680.366,61 euros), Global Notícias (1.058.201,02 euros), Rádio Renascença (477.237,02 euros), Trust in News (403.533,77 euros) e Sociedade Vicra Desportiva (327.116,14 euros).

Ao Público é destinada uma verba de 312.874,23 euros, seguido do Observador Ontime (90.568,98 euros), Newsplex (38.401,84 euros), Megafin (28.662,97 euros), Avenida dos Aliados (23.123,85 euros), e Swipe News (18.862,04 euros).

A compra antecipada de publicidade institucional por parte do Estado, no montante de 15 milhões de euros, foi anunciada em 17 de abril.

Os restantes 25% de apoios vão para os meios de comunicação regional e local, dos quais 2,019 milhões em aquisições a realizar a detentores de publicações periódicas de âmbito regional e 1,731 milhões em aquisições a realizar a detentores de serviços de programas radiofónicos de âmbito regional e/ou local.