A carteira de encomendas da indústria alemã caiu novamente fortemente em abril, 25,8% em relação ao mês anterior, após uma queda significativa já em março devido à pandemia da Covid-19, foi esta sexta-feira anunciado.

Segundo dados provisórios divulgados esta sexta-feira pela agência federal de estatística alemã (Destatis), esta é a maior contração desde o início do registo estatístico, em janeiro de 1991, afirma a Destatis em comunicado.

Em termos homólogos, a procura caiu 36,6%.

Excluindo pedidos grandes, a procura caiu 25,1% em relação ao mês anterior.

Entretanto, o decréscimo da carteira de encomendas registada em março foi corrigido, de 15,6% (provisório) para 15% face a fevereiro e de 16% para 15,4% em termos homólogos.

Por categorias, a procura de bens de investimento contraiu-se em abril em 30,6%, enquanto a de bens intermédios desceu 22,7% e a de bens de consumo 11,4%.

Por região, a procura doméstica diminuiu 22,3% e a procura externa 28,1%.

A procura da zona euro caiu 30,6%, enquanto a de países terceiros recuou 26,7%.

Numa comparação bimestral, as encomendas no período de março a abril caíram 26,3% em relação ao de janeiro a fevereiro.

A mais atingida foi a procura da zona euro, que caiu 32,6%, enquanto a dos países terceiros e do mercado doméstico contraiu-se 26,6% e 22,6%, respetivamente.

Durante a paralisação económica em abril, o decréscimo da procura voltou a aumentar conforme o esperado, disse o Ministério da Economia, que lembrou que as restrições para conter a pandemia estiveram em vigor durante todo o mês na maioria dos principais mercados da Alemanha.

O ministério sublinha, no entanto, que, dada a reabertura gradual da vida pública, a recessão na indústria já deveria ter batido no fundo.