O Volkswagen Arteon, se bem que elegante e mais desportivo do que o Passat que lhe serve de base, não foi propriamente um sucesso comercial. Não que lhe faltassem atributos, mas porque não estavam presentes mecânicas mais possantes, que acompanhassem a imagem de maior de dinamismo que caracterizavam esta berlina de linhas mais fluídas, com pilares de tejadilho mais finos pela ausência de portas com aros. Mas o fabricante alemão aposta que, revendo umas imprecisões na estratégia, o Arteon tem clientes suficientes para merecer o seu lugar no mercado.

A próxima geração do Arteon será revelada ainda este mês de Junho, no dia 24, e promete desde já algumas novidades. A primeira tem a ver com o facto de a berlina não vir sozinha, uma vez que uma shooting brake fará parte da gama. A carrinha de linhas mais fluídas destina-se a atrair os condutores que, necessitando de mais espaço e versatilidade, não se revê nos SUV, mais altos e pesados, o que se reflecte nos custos e nas emissões, mas igualmente no comportamento dinâmico.

As concessões ao estilo, que se traduzem por um tejadilho mais mergulhante e de menor altura atrás, poderão limitar parcialmente a capacidade da mala, não acompanhando os 650 litros úteis proporcionados pelo Passat. Contudo, isto não impedirá o Arteon Shooting Brake de se aproximar desta fasquia, dado que a berlina, substancialmente mais comprida do que o Passat, já disponibiliza 563 litros, com a versão carrinha a elevar necessariamente a fasquia.

Lá dentro, o Arteon deverá deitar mão às mais recentes inovações do Grupo Volkswagen, a começar pelo novo MIB3, o mais recente sistema multimédia e de entretenimento da marca que, tudo indica, será complementado pelas últimas soluções de conectividade e de ajuda à condução.

Mas, para diferenciar ainda mais o Arteon do Passat, a Volkswagen foi mais além do estilo. Ao contrário do Passat, que monta apenas motores de quatro cilindros, o novo Arteon vai mais longe e tem previsto uma versão do seis cilindros VR6, com 400 cv. A este motor, que equipará o topo de gama, o fabricante juntará versões PHEV e as “R”, onde surgirá o mesmo motor do Golf R, o 2.0 sobrealimentado com 330 cv.