A Toyota renovou a sua pick-up Hilux, uma referência no segmento que é sempre bom ver ser-lhe dedicada alguma atenção, especialmente depois de a Mercedes ter decidido descontinuar a sua Classe X, o que acabou por contribuir para o fecho da fábrica da Nissan em Barcelona, onde além da pick-up da Mercedes, eram ainda fabricadas as “irmãs” gémeas da Renault (Alaskan) e a própria Nissan Navara. Mas, apesar de estarmos perante um facelift e não de uma nova geração, a Hilux traz mais do que uma estética revista.

A principal novidade é o motor turbodiesel, que mantém os quatro cilindros, mas evolui de 2,4 para 2,8 litros, com reflexos na potência e na força debitada. A potência salta dos actuais 150 cv para uns mais emocionantes 204 cv, enquanto o binário aumenta em valor e baixa no regime a que é atingido, para assegurar uma resposta mais imediata ao acelerador a baixo regime. De caminho, a Toyota aproveitou para reduzir o regime do ralentir em 20%, de 850 para 680 rpm, poupando no ruído e no consumo.

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As suspensões mantêm as características básicas, ou seja, independentes à frente e de eixo rígido atrás. Ainda assim, a marca nipónica avança que foram realizadas algumas alterações para melhorar o conforto e o comportamento.

Por dentro, as modificações são mais subtis do que no exterior, onde é possível encontrar faróis mais esguios e uma grelha mais volumosa, perseguindo um ar mais robusto. O condutor pode contar com um novo ecrã de 8”, que lhe permite aceder ao Apple CarPlay, apesar de poder atribuir maior valor ao Toyota Safety Sense, conjunto de sistemas destinados a evitar acidentes e ajudar na condução.

A nova Toyota Hilux, que já começou a ser comercializada em alguns dos países em que é fabricada, como a Tailândia, chegará ao nosso país em Janeiro de 2021, podendo derrapar para Fevereiro. Os preços ainda não estão definidos, mas apesar do incremento da capacidade do motor e da potência, não são de esperar aumentos significativos face ao modelo actual.