A proposta, feita em 2018, caiu que nem sopa no mel. Para tranquilizar os accionistas que achavam que ele estava a ganhar demasiado, Elon Musk propôs-se trabalhar à borla. Mas com um plano de incentivos que levariam a Tesla a ter de pagar um prémio muito generoso por objectivos, mais precisamente sempre que a valorização bolsista desse um salto de 50 mil milhões de dólares, algo que ninguém julgava possível. Ninguém, excepto o próprio Musk, o CEO da Tesla.

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O acordo foi negociado numa fase em que parecia pouco provável que o valor da Tesla em bolsa ultrapassasse o da Ford e GM, tornando-a na mais valiosa das marcas americanas. Aceitando trabalhar sem remuneração, Musk rapidamente cativou o interesse dos accionistas descrentes dos seus dotes visionários, que começaram desde logo a imaginar ter um CEO a trabalhar sem vencimento.

Face ao desempenho da marca, cujas acções estavam nos 291 dólares em meados de 2018, tendo ontem encerrado a 940$, Musk viu ser desbloqueada a primeira tranche do prémio, que atinge quase 800 milhões de dólares. Este valor será pago em acções da Tesla, o que equivale a 1,69 milhões de títulos. Antes desta operação, Musk já detinha mais de 20 milhões de acções da marca que dirige.