O Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou esta quarta-feira em conselho de ministros “o racismo e a discriminação”, considerando tratar-se de um flagelo que constitui uma ameaça ao universalismo republicano. Para Macron, o racismo é também “uma doença que atinge toda a sociedade”.

O chefe de Estado francês apelou para a intransigência com esta questão e para um reforço das ações contra o racismo.

A propósito das manifestações em memória de George Floyd e contra a violência policial, Macron refutou generalizações e sublinhou que a esmagadora maioria das forças de segurança não pode ficar manchada.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em Minneapolis (Minnesota), em 25 de maio, depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante mais de oito minutos numa operação de detenção, apesar de dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais resultaram em confrontos e violência. As manifestações de protesto alargaram-se a muitos países, incluindo a França.