A ex-namorada britânica de Christian Brueckner, suspeito de rapto de Madeleine McCann, deu uma entrevista ao The Mirror onde recorda o relacionamento violento que teve com ele durante quase um ano, entre 2004 e 2005, quando os dois trabalhavam no mesmo bar em Lagos, no Algarve.

A mulher, que prefere não ser identificada, hoje uma mãe com 45 anos a viver em Berkshire, retrata o suspeito alemão como uma pessoa violenta que repetidas vezes terá batido com a cabeça dela contra as paredes da casa de banho do bar onde trabalhavam.

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Outro episódio que descreveu dá conta da vez em que Brueckner terá invadido o apartamento onde ela vivia, tendo-se escondido debaixo da sua cama; horas depois, atacou-a “brutalmente” na sequência de um ataque de ciúmes. Motivo? Ela teria abraçado outro homem.

A mulher, que diz nunca ter vivido com ele, passou muitas noites com Christian Brueckner na propriedade deste, a pouco mais de um quilómetro de distância do resort Ocean Club, na Praia da Luz, de onde Madeleine desapareceu em maio de 2007.

Além da violência, a mesma mulher disse à polícia que tem suspeitas que Brueckner terá assaltado casas e negócios na zona. “Ele estava sempre a trazer coisas caras para casa. Computadores, câmaras, coisas assim. Eu não perguntava onde é que ele as arranjava”, contou ao The Mirror. Outra curiosidade sobre o suspeito remete para o facto de este colecionar bolas de golfe: a propriedade ficava próxima de um campo de golfe, pelo que podia vendê-las aos jogadores.

Brueckner terá contado a esta mulher que cresceu num orfanato e que teve uma infância “infeliz”, além de que terá vindo para Portugal com uma rapariga alemã com quem viveu no orfanato. “Ela deixou-o por outra pessoa. Uma vez ele disse-me que se alguma vez a encontrasse que a matava. Fez-me pensar, o que é que ele me faria se o deixasse?”

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A mesma pessoa deu ainda detalhes de um terceiro veículo usado por Brueckner, além das duas viaturas cujas imagens foram divulgadas pela polícia — uma carrinha Volkswagen e um automóvel Jaguar. “No final da nossa relação ele tinha outro carro além do Jaguar. Ainda não vi isso mencionado em lado nenhum. Era um Volkswagen. Não me recordo do modelo”, disse, referindo que a cor do carro era amarelo mostarda. O suspeito terá usado este carro em meados de 2005, dois anos antes de Madeleine desaparecer.