O presidente do Chega, André Ventura, considerou este sábado que a esquerda política tem medo do seu partido porque este “chega ao seu eleitorado” típico. E prosseguiu: “Nós somos como aquelas seitas religiosas: fortíssimos. Quanto mais nos atacam, mais nós crescemos e ganhamos. A diferença é que no nosso caso não são crenças absolutas. É a crença do povo português”.

“Somos a direita que toca no eleitorado deles [da esquerda], que fala nos trabalhadores com convicção, nos animais com convicção”, declarou Ventura, em Ponta Delgada, no encerramento da I Convenção Regional do Chega/Açores.

O deputado foi crítico para com a “bipolaridade política” da esquerda, que “diz na rua” uma coisa e no parlamento uma outra. “O que se passa nos Açores é exemplo disso. Sabiam que ia haver menos verbas para os Açores e ainda assim viabilizaram o Orçamento” do Estado para 2020, disse o parlamentar.

Sobre os Açores, que terão eleições regionais este ano, André Ventura assinalou que o efetivar dos órgãos do partido não representa que estejam as “tarefas concluídas”, havendo agora que fazer chegar a mensagem aos cidadãos.

O dirigente máximo do Chega criticou o preço “vergonhoso” das ligações aéreas entre as várias ilhas, o serviço dos CTT na região e lamentou ainda os índices de desemprego.

A I Convenção Regional do Chega/Açores elegeu Carlos Furtado para presidente da estrutura e José Pacheco para secretário-geral. Carlos Furtado foi dirigente do PSD, tendo concorrido à autarquia micaelense da Lagoa nas autárquicas de 2017, abandonando o partido já este ano.

“As próximas eleições de outubro serão determinantes para o garante da democracia” nos Açores, considerou o responsável, criticando o PS, que é poder na região desde 1996. Participaram na convenção do Chega/Açores cerca de 30 açorianos. A acompanhar André Ventura na deslocação aos Açores, que se prolonga até domingo, está o vice-presidente do Chega Diogo Pacheco de Amorim.