A Câmara Municipal de Lisboa terminou 2019 com um passivo total de 867 milhões de euros, menos 37 milhões do que em 2018, anunciou esta segunda-feira o vice-presidente da autarquia.

De acordo com o relatório e contas do município referente ao ano passado, apresentado por João Paulo Saraiva (Cidadãos por Lisboa, eleito nas listas do PS), o passivo total da câmara passou de 904 milhões de euros em 2018 para 867 milhões em 2019.

Já o passivo exigível (sem previsões e deferimentos) foi de 381 milhões no ano passado, significando uma descida de 66 milhões de euros face aos 447 milhões registados em 2018.

Em 2009, o passivo exigível era de 1.169 milhões de euros, mais 788 milhões do que o do ano passado.

Simultaneamente, a margem de endividamento do município tem vindo a aumentar. Em 2019, era de 195 milhões de euros e em 2018 foi de 143 milhões.

Estes números permitem, salientou o vice-presidente da autarquia e responsável pelo pelouro das Finanças, “encarar com confiança os desafios quer atuais, quer futuros” e espelham um esforço de recuperação ao longo dos últimos anos.

Em relação à dívida legal, o documento aponta para uma redução de 439 milhões de euros em 2018 para 367 milhões em 2019, enquanto em 2007 esta dívida ascendia aos 955 milhões.

A dívida a fornecedores, que em 2018 era de 1,9 milhões de euros, passou para 800 mil euros em 2019, destacou João Paulo Saraiva, notando que tem sido percorrida uma trajetória “completamente estável ao longo dos últimos cinco anos”.

Relativamente ao prazo médio de pagamento, foi possível reduzi-lo de três dias (2018) para um (em 2019).