A ativista da Black Lives Matter Oluwatoyin “Toyin” Salau, que participou nas recentes marchas contra o racismo e a brutalidade da polícia em Tallahassee, capital da Flórida, foi encontrada morta no sabado, seis dias depois de ter sido dada como desaparecida, a 6 de junho.

A informação foi avançada esta segunda-feira pela polícia de Tallahassee, num comunicado enviado à imprensa. O corpo de Salau, de 19 anos, foi encontrado junto ao de outra mulher, Victoria Sims, de 75 anos, também ela ativista, indica a mesma nota.

Em 6 de junho, a ativista publicou na sua conta do Twitter que tinha sido “molestada” em Tallahassee por um homem negro que se ofereceu para lhe encontrar um lugar onde dormir e para a ajudar a recolher os seus pertences na igreja que a tinha albergado.

Em várias mensagens, a jovem diz que foi atacada, que chamou a polícia e que escapou. De acordo com vários vídeos, Salau juntou-se às marchas da Black Lives Matter, nas quais gritou palavras de ordem com os nomes dos negros mortos por polícias brancos, entre eles George Floyd.

“Não quero que os seus nomes desapareçam em vão”, disse Salau durante um protesto em frente ao Departamento de Polícia de Tallahassee, em maio.

A morte de George Floyd, asfixiado por um polícia branco em Minneapolis (Minesotta) no passado dia 25 de maio, provocou uma onda de protestos um pouco por todos os Estados Unidos. Os protestos, que se prolongam há mais de três semanas, já se alargaram entretanto a outros países.

A polícia de Tallahassee assinalou ter encontrado os dois cadáveres no passado sábado, quando estava a investigar o desaparecimento da ativista.

Também deu conta da detenção de um suspeito, Aaron Glee Jr., de 49 anos, detido no passado mês de maio, e acusado de agressão agravada contra uma mulher e libertado sob fiança (2.500 dólares).

Ainda assim, as  autoridades não deram qualquer detalhe sobre uma eventual relação entre as duas mulheres.