A decisão de descontinuar a produção do BMW i8 já tinha sido tomada, mas finalmente chegou o dia: o último coupé i8 saiu da fábrica alemã de Leipzig, onde o modelo é fabricado desde 2014.

Apresentado há cerca de seis anos, o BMW i8 sempre foi um dos modelos mais emblemáticos da marca alemã. Com linhas imponentes e agressivas, o coupé monta uma mecânica híbrida plug-in (PHEV), em que o motor principal é um pequeno três cilindros a gasolina sobrealimentado, com 1,5 litros e 231 cv, ajudado por um motor eléctrico com 143 cv, alimentado por uma pequena bateria com uma capacidade de 11,6 kWh (9,4 úteis).

Apesar de não estar equipado com os potentes seis cilindros ou V8 da BMW, o i8 sempre ofereceu performances respeitáveis, como se pode confirmar pelos 250 km/h de velocidade máxima, ou a capacidade de ir de 0-100 km/h em somente 4,4 segundos. Mas o objectivo da marca sempre foi conseguir esta capacidade de aceleração com a possibilidade de anunciar consumos muito reduzidos, cerca de 2,1 l/100 km, desde que se analise apenas os primeiros 100 km, partindo do princípio que a bateria está recarregada. Parte dos trunfos diz respeito à capacidade de percorrer 53 km em modo eléctrico, conforme o método WLTP.

Segundo a BMW, o último i8 produzido abandonou a linha de montagem exibindo uma cor que o construtor denomina “Portimao Blue” e tem como destinatário um cliente alemão. Resta agora esperar que a BMW revele o seu substituto, que é esperado para 2023, provavelmente com um motor a gasolina mais potente e um ou dois motores eléctricos, para atingir 600 cv.

Tudo indica que o substituto deverá manter uma solução PHEV, isto se o legislador continuar, como agora, a favorecer este tipo de veículos. Situação que dificilmente acontecerá depois de 2025 ou, no limite, 2030, a menos que se encontre uma forma de garantir que os utilizadores dos PHEV recarregam os seus veículos, o que hoje nem sempre acontece.