Os custos horários da mão-de-obra aumentaram no primeiro trimestre 3,4% na zona euro e 3,7% na União Europeia (UE), com Portugal a crescer acima da média (6,5%), face ao período homólogo, segundo o Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, no trimestre durante o qual começaram a vigorar as medidas de confinamento devido à pandemia da Covid-19, os custos horários da mão-de-obra subiram, em termos homólogos, 3,4% na zona euro e 3,7% na UE, depois do no trimestre anterior terem aumentado, respetivamente, 2,3% e 2,7%.

Considerando as duas componentes – custos salariais e não salariais – na zona euro o aumento foi, respetivamente, de 3,4% e 3,6% (2,4% e 2,2% no trimestre anterior) e na UE de 3,7% cada (2,8% e 2,4% entre outubro e dezembro de 2019)

Em Portugal, o indicador subiu 6,5% nos primeiros três meses do ano (0,7% no quarto trimestre de 2019), tendo os custos salariais e não salariais subido 6,3% (0,7%) e 7,6% (0,8%), respetivamente.

No primeiro trimestre, as subidas homólogas mais marcantes dos custos horários da mão-de-obra registaram-se na Lituânia (11,4%), na Bulgária (10,2%) e na Eslováquia (9,8%) e as mais ligeiras na Croácia (0,3%), Luxemburgo (0,4%) e Finlândia (0,7%).