A taxa de inflação homóloga na Alemanha situou-se em 0,6% em maio, contra 0,9% em abril e 1,4% em março, devido à queda de preços da energia e apesar do aumento dos preços dos produtos alimentares.

Num comunicado esta terça-feira divulgado, a agência federal de estatística alemã (Destatis) afirma que é por estes fatores que o índice de preços no consumidor (IPC) reflete uma queda de 0,1% em maio em relação ao mês de abril deste ano.

Tomando como referência os produtos em geral, cujos preços, em relação ao ano anterior, aumentaram 0,6%, os produtos que ficaram mais caros foram os alimentares (4,5%), seguidos do álcool e tabaco (2,9%). O maior impacto para a bolsa do consumidor é o aumento do custo das frutas e legumes e carne e derivados (10,5% e 9,2% em relação a maio de 2019, respetivamente).

No entanto, em relação a maio de 2019, os preços dos bens em geral caíram 0,4%, devido à queda, de 8,5%, dos preços dos produtos energéticos, reforçando a tendência já refletida em abril, quando tinham caído 5,8%.

A queda constante do preço do petróleo no mercado global desde o início do ano é responsável pela queda do preço do petróleo utilizado para aquecimento (-30,5%) e combustível (-20,7%), enquanto a eletricidade, por outro lado, ficou mais cara em 4,2%. Sem ter em conta o impacto da energia, a taxa de inflação teria sido de 1,6% em maio.

Os serviços voltaram a ser mais caros que a média, situando-se em 1,3% em relação ao período homólogo, refletindo o impacto das medidas de higiene provocadas pela pandemia nos preços das empresas que reabriram, como restaurantes e cabeleireiros.

O IPC harmonizado, calculado com base em critérios comunitários, aumentou em maio 0,5% em relação ao ano anterior, confirmando os dados provisórios divulgados no final do mês passado.