A taxa de execução do PIDDA (Plano de Investimentos e Despesas da Administração) de Macau no primeiro trimestre de 2020 foi de 7,2%, resultado justificado esta terça-feira pelas autoridades com o impacto da pandemia da Covid-19.

A despesa efetivamente realizada foi de 870 milhões de patacas (97 milhões de euros), num orçamento geral aprovado de 12 milhões de patacas (1,3 milhões de euros), mais 110 milhões de patacas (12,2 milhões de euros) em relação ao ano anterior.

Os números foram avançados no final de uma reunião, na Assembleia Legislativa, da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas, dedicada ao acompanhamento da execução orçamental.

Na mesma reunião, os deputados questionaram os representantes do governo sobre o desvio numa obra de pavimentação de vias orçamentada em 5,93 milhões de patacas (660 mil euros), mas que acabou por ser adjudicada por um valor superior (+55%).

A obra terá sido dividida em duas parcelas, depois de a proposta vencedora apresentar um valor acima do orçamento inicial. Os deputados ficaram sem resposta, com o governo a remeter para mais tarde explicações sobre o caso.

Macau foi dos primeiros territórios a identificar casos de infeção com a Covid-19, antes do final de janeiro.

As autoridades da capital mundial do jogo enviaram os funcionários públicos para casa, em regime de trabalho à distância, suspenderam as aulas e encerraram numa fase inicial estabelecimentos de diversão noturna e casinos, o que praticamente paralisou a economia.

Uma das apostas do governo de Macau para relançar a economia passa pelo investimento público e acelerar a aprovação de projetos do setor privado de forma a criar mais oportunidades de emprego.

Além de um programa sem precedentes de ajuda social e financeira à população e às pequenas e médias empresas, o governo anunciou também o arranque na segunda-feira de um plano turístico subsidiado que visa todos os residentes, com o governo a atribuir 280 milhões de patacas (31 milhões de euros) para financiar os roteiros locais.

O objetivo é ajudar os pequenos negócios, numa cidade em que o motor da economia, a indústria do jogo e do turismo, regista desde fevereiro resultados negativos históricos, dada a restrição nas fronteiras e a ausência de turistas.

Macau está sem registar casos de Covid-19 desde 9 de abril. Atualmente não tem qualquer caso ativo, depois de o último paciente ter recebido alta hospitalar, em 19 de abril.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 435 mil mortos e infetou mais de oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.