Um grupo de tartarugas gigantes das Galápagos foi mantido em cativeiro durante as últimas décadas com o objetivo de se reproduzirem e de garantirem a sobrevivência da espécie, que já chegou a ter apenas 15 espécimes a viver em habitat natural. Cumprida a missão, os animais foram libertados em estado selvagem na última segunda-feira.

“Podemos encerrar o programa de criação em cativeiro desta espécie, porque o seu comportamento natural é eficaz”, afirmou Danny Rueda, diretor da reserva, citado pela Reuters. Segundo o responsável, só uma das tartarugas agora libertadas, um macho com cerca de 100 anos chamado Diego, teve cerca de 800 filhos durante o período de cativeiro.

A missão de conservação é agora dada como bem sucedida, com mais de 2.000 tartarugas a povoar o arquipélago ao largo do Equador, cujo ecossistema permitiu a Charles Darwin a elaborar a sua teoria da evolução das espécies, no século XIX.

No total, estas tartarugas, com uma esperança média de vida superior a um século, passaram os últimos 80 anos em cativeiro, primeiro num jardim zoológico da Califórnia e, numa segunda fase, num programa de recuperação de tartarugas em Santa Cruz, já no arquipélago.

O regresso ao habitat natural foi feito de barco, onde seguiu Diego e outras 14 tartarugas gigantes, cujo peso pode chegar aos 180 quilos. Em terra, foram transportadas por guardas florestais com recurso a mochilas, até chegarem a uma zona rica em alimento. Todas as tartarugas permanecem com localizadores GPS. Pode ver aqui as imagens desse momento.