Os acionistas da Mota-Engil reúnem-se esta quinta-feira, em assembleia-geral, para votar, entre outros pontos, a proposta de aplicação de resultados líquidos prevendo a sua transferência para reservas livres face ao impacto da Covid-19.

“Face ao momento complexo que vivemos, motivado pela já aflorada pandemia denominada Covid-19, com impactos reais e ainda não totalmente estimados em valor e tempo na economia mundial, o Conselho de Administração propõe à assembleia-geral anual a transferência dos resultados líquidos do exercício, no valor de 1.323.125,74 euros para reservas livres”, lê-se no comunicado remetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em 25 de maio.

No entanto, a construtora ressalvou que, “caso as condições económicas e financeiras melhorem”, a administração pode reavaliar esta decisão, equacionando a possibilidade de apresentar uma proposta de distribuição de reservas.

Os acionistas vão ainda deliberar sobre o relatório e as práticas do governo societário, a declaração da comissão de vencimentos sobre a política de remuneração dos órgãos de administração e fiscalização, bem como sobre a compra e venda de ações e obrigações próprias. Em cima da mesa vai estar também a aprovação das contas e do relatório de gestão da empresa e a alteração parcial do contrato social da sociedade.

Paralelamente, vai ser discutida e deliberada a ratificação da cooperação de Emídio José Bebiano e Moura da Costa Pinheiro para o Conselho de Administração da empresa.

Portugal contabiliza pelo menos 1.523 mortos associados à Covid-19 em 37.672 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.