A diretora da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), Inês Cordeiro, disse esta sexta-feira à Lusa existir na instituição um caso de Covid-19, numa funcionária que não está em contacto com o público, tendo sido acionado o plano de contingência.

“O público que frequenta a BNP pode continuar a fazê-lo, uma vez que estão implementadas todas as medidas de proteção recomendadas pela Direção-Geral da Saúde, a não ser que as entidades de saúde venham a decidir em contrário”, afirmou.

“Foi recebida na quinta-feira à tarde a informação de resultado positivo para Covid-19, relativamente a uma funcionária, [que] contacta com outros serviços [que não o público] mas, em regra, brevemente e sobretudo com as chefias, apenas para entregar material”, afirmou Inês Cordeiro à Lusa.

A responsável disse que o Grupo de Coordenação do Plano de Contingência da BNP se reuniu esta sexta-feira de manhã e “foi dado início à ‘Fase de Alerta'” do plano, tendo sido “de imediato informados todos os funcionários e prestadores de serviços, para seguirem os preceitos definidos para essa fase”.

Na “Fase de Alerta”, o plano prevê, entre outras medidas, reforço da comunicação aos trabalhadores, prestadores de serviços e utentes, procedimentos adicionais de higiene e desinfeção, suspensão de reuniões internas (exceto as dos Grupos de Coordenação Operacional, favorecendo a utilização de comunicações eletrónicas).

As medidas de prevenção e controlo da contaminação incluem reforço das rotinas de limpeza das instalações, da disponibilização de materiais desinfetantes, distribuição de máscaras, utilização de uma sala de “isolamento” para pessoas com sintomas, que, “por qualquer motivo, não possam de imediato recolher às suas residências”.

De acordo com o plano, o trabalhador não se dirige ao trabalho, mantém-se em casa, comunica a situação à sua chefia e segue as recomendações das autoridades de saúde.

Foi também “decidido que, a partir de hoje, passará a ser medida a temperatura dos trabalhadores, no acesso às instalações”.

O plano prevê ainda, entre outras medidas, conforme o evoluir da situação, que possa haver “suspensão de algumas atividades internas não prioritárias ou críticas para reforço dos serviços considerados essenciais”.

Inês Cordeiro disse à Lusa que “serão testados os funcionários da BNP, se as entidades de saúde que monitorizam o caso em questão assim o decidirem”.

“Esta é uma decisão médica que não compete à BNP tomar”, realçou a responsável.

Segundo a diretora, “os funcionários considerados de risco estão protegidos, ou estão em teletrabalho, nos casos em que as funções o permitem, ou estão em casa por determinação médica”.

A BNP abriu os serviços de atendimento presencial ao público no dia 7 de maio, com medidas de proteção reforçadas, desde logo o uso obrigatório de máscara e desinfeção das mãos, à entrada do edifício.

O uso de luvas descartáveis recomendado para o manuseamento de livros, nas salas de leitura, sendo as luvas fornecidas gratuitamente aos leitores em todas as salas.

É também cumprida a limitação do número de pessoas em cada espaço e assegurada a desinfeção regular de pontos de contacto, como mesas, balcões, portas, puxadores ou botões de elevador.