A percentagem de empresas em funcionamento aumentou para 95% na primeira quinzena de junho, salientando-se o setor do alojamento e restauração, segundo dados hoje divulgados pelo INE.

Os resultados do acompanhamento do impacto da pandemia nas empresas apontam, assim, para uma melhoria da situação das empresas na primeira quinzena de junho, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A percentagem de empresas em funcionamento aumentou de 92% na segunda quinzena de maio para 95% na primeira quinzena de junho, salientando-se o setor do alojamento e restauração, no qual a percentagem aumentou de 59% para 77%.

Face à situação que seria expectável sem pandemia, 68% das empresas reportaram um impacto negativo no volume de negócios (compara com 73% na quinzena anterior).

O alojamento e restauração e os transportes e armazenagem foram os setores onde mais empresas reportaram reduções no volume de negócios (88% e 77%, respetivamente).

Segundo o INE, 24% das empresas referiram que o seu volume de negócios deverá demorar mais do que seis meses a regressar ao nível normal e 4% consideram que o seu volume de negócios não deverá voltar a esse nível.

O setor do alojamento e restauração destaca-se pela maior percentagem de empresas em ambas as situações (38% e 11%, respetivamente).

Comparativamente com a quinzena anterior, 38% das empresas referiram uma estabilização do volume de negócios, sendo que, entre as restantes, a percentagem que assinala aumentos foi superior à proporção que assinala reduções (35% e 28%, respetivamente).

Ao nível setorial, a percentagem de empresas a referir um aumento excedeu a percentagem de empresas a referir uma redução do volume de negócios no alojamento e restauração, comércio e transportes e armazenagem.

Na primeira quinzena de junho, 39% das empresas assinalaram uma redução do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar face à situação que seria expectável sem pandemia (45% na quinzena anterior).

As empresas do alojamento e restauração também se destacam neste caso, com 67% a referirem um impacto negativo no pessoal ao serviço (ainda assim – seis pontos percentuais do que na quinzena anterior).

Em comparação com a segunda quinzena de maio, a maioria das empresas não registou alteração no número de pessoas ao serviço (68%).

O alojamento e restauração foi o setor que registou a maior percentagem de empresas com aumento no pessoal ao serviço face à quinzena anterior (40%), na maioria dos casos devido à redução do número de pessoas em layoff.

Segundo o INE, 47% das empresas respondentes tinham pessoas em teletrabalho na primeira quinzena de junho (-6 pontos percentuais face à quinzena anterior) e mais de 55% das empresas não preveem o recurso às medidas de apoio do Governo excluindo o layoff simplificado.

Mais de 75% das empresas considera pouco ou nada provável a alteração de forma permanente da sua atividade devido à pandemia.

As alterações referidas como muito prováveis pelas empresas são o reforço do investimento em tecnologias de informação (25% das empresas), o aumento do recurso ao teletrabalho (17% das empresas) e o redirecionamento dos mercados alvo (16% das empresas).

Nesta edição do inquérito, a recolha decorreu entre 8 de junho e 16 de junho.

O inquérito foi dirigido a um conjunto alargado de empresas de micro, pequena, média e grande dimensão representativas dos diversos setores de atividade económica, sendo a amostra de 8.883 empresas.

Foram obtidas 5.678 respostas válidas, o que representa uma taxa de resposta global de 63,9%.

As empresas respondentes representam 68,0% do pessoal ao serviço e 78,5% do volume de negócios da amostra.