Várias lojas Pingo Doce do distrito de Lisboa com um grande número de trabalhadores infetados com Covid-19 não estarão a tomar as devidas medidas de segurança, denunciou o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (CESP) na quarta-feira. O Pingo Doce de Telheiras desmente essas acusações e garante, em declarações ao Observador, que testou 250 pessoas esta semana e que os resultados foram todos negativos. A empresa do Grupo Jerónimo Martins acrescenta que está a estudar a hipótese de avançar para a via judicial contra o CESP.

Segundo o comunicado, partilhado no site da CGTP, “na loja Pingo Doce de Telheiras, em Lisboa, durante os testes, trabalhadores da mesma secção confirmaram estar infetados”. A loja “não tomou quaisquer medidas extraordinárias, limitou-se a deslocar trabalhadores de uma secção para outra sem qualquer desinfecção prévia”, denunciou o sindicato.

Além disto, terá sido entregue um documento aos trabalhadores, que tiveram de o assinar, para que tomassem conhecimento da situação, sob a obrigatoriedade de não divulgarem os acontecimentos.

Já no Pingo Doce das Olaias, a direção terá optado por colocar em quarentena os primeiros trabalhadores infetados e não fazer testes aos restantes, tendo a situação sido também “abafada pela empresa”, pode ler-se no comunicado que denuncia que os casos continuam a aumentar.

“Quando um familiar de um trabalhador começou a denunciar a situação, o responsável de loja ameaçou o trabalhador de despedimento, caso não fossem retiradas as denúncias nas redes sociais”, refere o CESP.

O CESP defende que “é necessária uma revisão dos planos de contingência face ao aumento de casos positivos na empresa, pela segurança de todos, trabalhadores e clientes”, tendo enviado um ofício à empresa, que não respondeu. O sindicato manifestou ainda disponibilidade para reunir com o Pingo Doce, no sentido de agilizar os processos.