O verão arrancou oficialmente na noite de sábado e, numa altura em que muitos portugueses se preparam para rumar a sul para aproveitar as férias, a percentagem de novos casos está a aumentar mais na região do Algarve (uma subida de 4,4% de testes positivos este domingo face ao dia anterior) e no Alentejo (mais 3%, depois de, no dia anterior, ter subido 19,2% na sequência um surto num lar de idosos). Na verdade, se Lisboa tem tido os aumentos absolutos mais significativos (este domingo, foram mais 225 casos — o que equivale a mais 1,4%), em termos percentuais, o sul e o Alentejo têm liderado nos últimos quatro dias.

Segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado este domingo, Portugal registou nas últimas 24 horas, duas mortes (em Lisboa e Vale do Tejo e na região Centro), mais uma do que no dia anterior. O país contabiliza agora 1.530 óbitos. Há 292 novos casos de infeção (ontem eram 377), uma subida de 0,8%. São agora 39.133 os casos confirmados em Portugal desde o início da pandemia.

Surto em lar e festa ilegal ajudam a explicar aumento de casos

Lisboa e Vale do Tejo continua a concentrar o maior número de novos casos. Nas últimas 24 horas, foram mais 225 testes positivos (77% dos 292 novos casos), o que representa uma subida de 1,4%. Porém, é no Algarve e no Alentejo que as subidas percentuais são mais significativas — 4,4% (mais 22 casos) e 3% (mais 11), respetivamente. As subidas percentuais nestas duas regiões têm sido mais expressivas do que em Lisboa desde há quatro dias, o que pode estar ligado com a festa ilegal em Lagos que juntou cerca de 100 pessoas. Ou um surto registado num lar, em Reguengos de Monsaraz, e que já ultrapassou os 62 infetados — com as autoridades a admitirem uma transmissão na comunidade. Ainda assim, o boletim da DGS apenas contabiliza 24 infetados naquele concelho alentejano.

De sábado para domingo, foram detetados apenas mais dois casos positivos de Covid-19 em Lagos (no dia anterior, tinham sido mais 21). As autoridades de saúde adiantaram que, pelo menos, 90 pessoas teriam ficado infetadas (e que a maioria viveria no concelho), mas o boletim da DGS aponta apenas 54 infetados no concelho.

No centro, há 25 novos infetados (mais 0,6%) e outros 7 no norte do país (não chega a um aumento de 0,1%). Os Açores e a Madeira contam, cada uma das regiões autónomas, com mais um infetado, para um total de 144 e 92, respetivamente.

Dentro da região de Lisboa e Vale do Tejo, o concelho de Lisboa continua a ser o que mais contribui para os novos casos: nas últimas 24 horas, registou mais 39. Seguem-se Oeiras (36), Sintra (26), Moita (25) e Alcobaça (25).

Subidas maiores entre os 40 e os 49 anos

O número de novos testes positivos subiu mais, em termos absolutos, nas pessoas entre os 40 e os 49 anos (mais 55 infetados). Seguem-se a faixa etária dos 30 aos 39 (mais 53) e dos 20 aos 29 (mais 49). Há ainda mais 24 infetados com 9 ou menos anos e 22 com entre 10 e 19 anos.

Se no dia anterior o número de novos casos acima dos 80 anos tinha disparado, este domingo abrandou o ritmo: são 16 novos casos. Na faixa etária dos 60 aos 69 anos, foram detetados 11 novos doentes, e na dos 70 aos 79 anos, 16.

Dos 292 novos infetados, 133 são homens e 159 mulheres. Há, neste momento, mais mulheres infetadas (22.007) do que homens (17.126).

Menos 15 internados e mais 470 recuperados

O boletim da DGS indica ainda que há menos 15 pessoas internadas em unidades de saúde (são agora 407) e menos uma nos cuidados intensivos (para um total de 69). Há 25.376 recuperados desde o início da pandemia, mais 470 do que ontem (uma subida de 1,9%).

A taxa de letalidade (a proporção de mortes face ao total de casos positivos) voltou a descer — desta vez de 3,93% para 3,91%. Há ainda 30.855 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde e 1.826 aguardam resultado laboratorial.