O ministro da Ciência e Tecnologia, Manuel Heitor, desafiou este sábado os investigadores nacionais e internacionais a apresentarem projetos ligados às novas tecnologias espaciais para ajudarem no desenvolvimento científico e cartográfico do território do Vale do Côa.

“É preciso apostar em tecnologias espaciais para melhor se observar do Espaço o que se passa no Vale do Côa. Temos de estimular novas tecnologias de observação da Terra porque é uma área particularmente importante para o conhecimento dos territórios”, disse à Lusa o governante.

O ministro vincou que atualmente já se consegue ter uma resolução espacial muito boa e será importante fazer um Vale do Côa em formato digital e a sua reconstituição tridimensional.

“Este é um desafio que vamos estimular para que apareçam novos projetos nestas áreas científicas”, concretizou Manuel Heitor.

O governante falava à margem da apresentação de um conjunto de sete novos projetos dotados de dois milhões de euros que visam mudar o paradigma da investigação científica do Vele do Côa, e que decorreu hoje no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito de Guarda.

“Dos sete projetos hoje apresentados e que vão desde a biodiversidade à arqueologia e à cultura não houve nenhum na área da observação da terra. Já fiz saber que é importante uma maior colaboração da Fundação Côa Parque com centros de engenharia e tecnologias espaciais para se poder fazer, com imagens obtidas através de satélite, a reconstituição tridimensional do Vale do Côa”, frisou.

Referiu que o importante nesta área de investigação científica é perceber a evolução do território do Vale Côa, ao longo dos séculos, para assim identificar novas rochas e por consequência novas figuras rupestres.

“Hoje temos tecnologia espacial que nos pode dar novas informações sobre o Vale do Côa. Espero estimular os investigadores a apresentarem projetos nesta área para os próximos concursos, de modo a haver uma interligação entre os sistemas espaciais e o estudo do Vale do Côa”, disse.

Inscrito na Lista da Unesco como Património da Humanidade da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em 1998, o Vale do Côa é considerado “o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre do mundo”.