A Islândia está a registar uma importante atividade sísmica, tendo os sismógrafos registado, nos últimos três dias, mais de 3.000 abalos de terra, indicaram esta segunda-feira vários investigadores locais.

Segundo os cientistas, está prevista, paralelamente e a qualquer momento, a erupção do vulcão Grimsvotn, o mais ativo e situado no sul da ilha boreal.

Os cientistas adiantaram que, na zona do vulcão, cuja última erupção ocorreu em 2011, estão a ser detetadas taxas particularmente altas de dióxido de enxofre, o que indica a presença de magma a pouca profundidade.

Se a erupção do vulcão Eyjafjoll, em 2010, provocou a formação de uma imensa nuvem de fumo e semeou o caos nos céus europeus durante quase um mês, com mais de 100 mil voos anulados e oito milhões de passageiros afetados, os riscos, desta vez, serão menores, consideram os investigadores.

De qualquer forma, a erupção do Grimsvotn, em 2011, também provocou a anulação de voos no espaço aéreo europeu, sobretudo no Reino Unidos e no norte da Europa, tendo afetado um número muito menor de voos, cerca de 900.

Tratando-se de um vulcão subglaciar, a erupção poderá desencadear também inundações ligadas ao gelo que o cobre.

Na costa norte, foram já registados três sismos de uma magnitude superior a 5 na escala de Richter, tendo um deles sido sentido em Reiquiavique, a capital, a 265 quilómetros de distância.

Segundo o Instituto Meteorológico da Islândia, os sismos deverão continuar a ocorrer nos próximos dias, com o epicentro localizado 20 quilómetros ao largo da costa de Siglufjordur, pequena localidade de cerca de 1.200 habitantes, na costa norte da Islândia.

Até agora, segundo as autoridades locais, não há notícias de feridos nem de danos materiais graves, havendo apenas alguns deslizamentos de terra e a queda de pedras próximo do local do epicentro.

A região em causa é frequentemente abalada por sismos, pois situa-se na zona de fratura de Tjornes, uma falha geologicamente ativa e composta por uma série de zonas tectónicas e vulcânicas em movimento.

A última vez que aconteceu algo do género foi registado em 2012/13.

O sismo mais intenso na região remonta a 1755 (no mesmo ano em que um sismo também afetou Portugal), e, segundo os estudos feitos mais tarde, atingiu a magnitude de 7 na escala de Richter.