O realizador norte-americano Joel Schumacher, autor de filmes como “Batman para sempre” e “Um dia de raiva”, morreu esta segunda-feira, em Nova Iorque, aos 80 anos, revelou a publicação Variety.

De acordo com a publicação norte-americana, Joel Schumacher morreu em consequência de um cancro diagnosticado há vários anos.

Nascido em Nova Iorque, em 1939, Joel Schumacher formou-se em Design de Moda, tendo trabalhado nesta área até aos 35 anos, altura em que decidiu prosseguir uma carreira no cinema, mudando-se para Los Angeles, Califórnia, onde começou por trabalhar em guarda-roupa, recorda a Variety.

Fez a estreia atrás das câmaras ainda na década de 1970 em dois filmes televisivos e, em 1981, rodou a longa-metragem “Queridos, a mamã encolheu”.

Na mesma década de 1980, Joel Schumacher fez, entre outros, “St. Elmo’s Fire” (1985), que teve o título em português “O primeiro ano do resto das nossas vidas”, e “The lost boys” (1987), ou “Os rapazes da noite”.

Não tendo sido um realizador amplamente premiado, Joel Schumacher fez comédias, filmes românticos, ‘thrillers’ e entrou no terreno das adaptações para cinema de heróis da banda desenhada, quando rodou “Batman para sempre” (1995) e “Batman e Robin”, em 1997.

Este filme, com George Clooney enquanto Batman, valeu a Joel Schumacher uma nomeação para o pior realizador dos prémios Razzie.

“Um dia de raiva” (1993), protagonizado por Michael Douglas, “O cliente” (1994), com Susan Sarandon e Tommy Lee Jones, “Tempo de matar” (1996), com Matthew McConaughey e Sandra Bullock, “8mm” (1999), com Nicolas Cage e Joaquin Phoenix, “Cabine telefónica” (2002), com Colin Farrell, “O preço da coragem” (2003), com Cate Blanchett, e “O fantasma da Ópera de Andrew Loyd Weber”, de 2004, são outros filmes com assinatura de Joel Schumacher.

“Transgressão” (2011), com Nicolas Cage e Nicole Kidman, é a sua derradeira longa-metragem.

Mais recentemente, em 2013, o realizador assinou a direção de dois episódios da série “House of Cards”.