O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou esta terça-feira a previsão de recessão para o Brasil, antecipando agora um crescimento negativo de 9,1%, que é 3,8 pontos percentuais pior do que os 5,3 estimados em abril.

De acordo com a atualização das Perspetivas Económicas Mundiais, divulgadas esta terça-feira em Washington, o FMI antevê que a região da América Latina caia 9,4%, sustentada pela queda de 9,1% no Brasil e de 10,5% no México.

A nível mundial, o FMI prevê uma contração de 4,9%, o que é 1,9 pontos mais baixo que a estimativa de abril.

“A pandemia da Covid-19 teve um impacto mais negativo na atividade económica no primeiro semestre do que tínhamos antecipado, e a recuperação deverá ser mais gradual do que o que prevíamos”, argumentam os analistas do FMI.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia de Covid-19 e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados e de mortos (mais de 1,1 milhões de casos e 51.271 óbitos), depois dos Estados Unidos da América.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 472 mil mortos e infetou mais de 9,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.