O Presidente da República timorense exonerou esta terça-feira oito membros do governo, marcando assim formalmente o fim da participação do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) de Xanana Gusmão no executivo.

O decreto de exoneração, publicado no Jornal da República, marca o fim do mandato, entre outros, dos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Dionísio Babo, e da Educação, Juventude e Desporto, Dulce Soares.

A exoneração foi feita em paralelo com a nomeação de 19 novos membros do governo que vão tomar posse na quarta-feira, marcando a entrada da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) no executivo. Foram ainda exonerados os vice-ministros da Educação, Juventude e Desporto, João Zacarias Freitas Soares e da Administração Estatal, Abílio José Caetano.

Do governo saíram ainda quatro secretários de Estado, o da Juventude e Desporto, Nélio Isaac Sarmento, o das cooperativas, Arsénio Pereira da Silva, e o da Proteção Civil, Alexandrino Xavier Araújo.

Já o secretário de Estado da Formação Profissional e Emprego, Julião da Silva, foi exonerado, mas acaba ‘promovido’, tomando posse na quarta-feira como vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. O governo timorense fica completo na quarta-feira, pela primeira vez desde o início do seu mandato, há dois anos.

O executivo passará a ter um total de 43 membros, três dos quais assumem mais do que uma pasta, entre eles o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, que fica com a tutela do Interior, tomando posse nesta pasta também na quarta-feira.

No âmbito da mais recente alteração à orgânica do governo, os dois cargos de vice-ministros da Saúde vão ser fundidos num só, com o atual vice-ministro para o Desenvolvimento Estratégico da Saúde, Bonifácio Maukoli dos Reis, a ser exonerado, tomando posse no novo cargo.

A lista de novos membros é dominada pela entrada da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) no executivo, mas inclui ainda a entrada de novos membros dos restantes partidos no Governo, Partido Libertação Popular (PLP) e Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO).

A tomada de posse surge depois de um processo de remodelação levado a cabo pelo chefe do Governo, que incluiu duas alterações à lei orgânica, obrigou a negociações com os partidos e passou por algumas mudanças de nomes inicialmente propostos.