É mais uma resposta à crise social e económica provocada pela a pandemia de Covid-19. Esta quinta-feira, em reunião extraordinária, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai aprovar a atribuição de apoios financeiros a diversas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), pelo período de dois meses, no âmbito do programa alimentar de emergência — e com vista a assegurar a confeção e disponibilização de refeições destinadas a mais de 3500 munícipes mais vulneráveis.

Um investimento mensal que ultrapassa os 800 mil euros mensais, como confirmou ao Observador o vereador Manuel Grilo, que detém o pelouro dos Assuntos Sociais no Executivo camarário liderado por Fernando Medina.

Este reforço financeiro é um passo em frente, pois a intervenção da CML no combate aos efeitos do surto de Covid-19, e na reposição da normalidade, já passava por uma rede de apoio alimentar de 27 organizações sociais a trabalhar em vários pontos da cidade: “Este programa tem a intenção de juntar à resposta alimentar o acompanhamento social integrado, em articulação com as juntas de freguesia, e com refeições confecionadas localmente”, explica Manuel Grilo,.

O vereador acrescenta ainda que esta proposta garante igualmente “circuitos curtos de distribuição alimentar e fomenta o emprego nas associações de base local”. 

As refeições em causa, segundo a proposta da CML, já se encontram a ser “disponibilizadas e distribuídas nas diversas freguesias”, mas, como o passar dos meses, foram sendo constatadas certas “necessidades e carências”, que obrigaram a alguns ajustes, como seja a ampliação da capacidade de confeção ou o seu funcionamento nos dias não úteis — para os quais se torna necessária a atribuição de apoios financeiros adicionais. O centro social e paroquial do Campo Grande, a Voz do Operário, a Leões de Portugal ou o centro social paroquial Nossa Senhora da Penha França, entre outras IPSS, irão beneficiar desta medida.