O primeiro-ministro timorense, Taur Matan Ruak, deixou esta quarta-feira mensagens de “ânimo, de confiança e encorajamento” para responder ao que diz ser o período de “crise, de incerteza e de receio face ao futuro” que Timor-Leste enfrenta.

Uma resposta, disse, que conta a partir desta quarta-feira com um governo completo, “de pessoas certas, escolhidas com sentido de patriotismo e de nacionalismo” para contribuir para o desenvolvimento nacional.

Taur Matan Ruak falava no Palácio Presidencial em Díli onde esta quarta-feira o chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, deu posse a 19 novos membros do VIII governo Constitucional, que fica assim completo, pela primeira vez desde o início do mandato, há dois anos.

Com a tomada de posse desta quarta-feira, o governo conta com um total de 43 pessoas, três das quais assumem mais do que uma pasta, entre elas o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, que fica com a tutela do Interior.

A lista de novos membros é dominada pela entrada da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) no executivo, mas inclui ainda novos elementos dos restantes partidos no Governo, Partido Libertação Popular (PLP) e Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), especialmente este último.

Recordando que a tomada desta quarta-feira deu “por encerrado o processo de formação do VIII Governo Constitucional”, Taur Matan Ruak disse que o executivo tem “alguns dos melhores filhos de Timor-Leste”, empenhados em “desenvolver o país e resgatar a confiança e a esperança do povo timorense”.

Os desafios são enormes, mas, se tivermos a confiança, a força de ânimo e a vontade firme de vencer, alcançaremos os objetivos das promessas transmitidas por sucessivos governos de transformar Timor-Leste num país rico, forte e seguro, capaz de alcançar a modernidade e a prosperidade”, afirmou.

“Um país que no presente, tal como no passado, não se conforma nem se desespera face à adversidade, mas que enfrenta com otimismo e determinação, os graves desafios impostos pelas catástrofes, pelos desastres naturais e pela atual pandemia da Covid-19”, disse.

Taur Matan Ruak defendeu que o governo deve estar “próximo dos cidadãos”, tanto para perceber a realidade das suas vidas, como para dar resposta, “urgente, com lucidez e visão, às suas expetativas e aos desafios que se lhes colocam”.

É, por isso, indispensável mobilizar as vontades institucionais, apelar a toda a nossa sabedoria e inteligência porque acredito no empenhamento e na capacidade de realização dos Timorenses em prol do nosso futuro comum”, acrescentou.

O chefe do governo explicou que “brevemente” vai ser apresentada uma nova proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2020 — a primeira foi chumbada em janeiro – para o país poder continuar a “investir a bom ritmo no bem-estar das populações e nas infraestruturas fundamentais para o desenvolvimento do país”.

“Estamos a implementar medidas em tempo de crise económica e social a nível global, visando alguma efetiva estabilização e recuperação económica do país”, disse.

Segundo o chefe do governo, “medidas concretas, implementadas no terreno que já responderam e irão continuar a responder, sempre que necessário, a situações urgentes, aos desastres naturais e às calamidades públicas”.

Trata-se, reiterou, de procurar minimizar os impactos negativos da pandemia, mas também de recuperar e reabilitar infraestruturas danificadas por recentes desastres naturais que assolaram o país.