O Reino Unido deu início ao segundo teste em humanos de uma possível vacina contra a Covid-19, desenvolvida por investigadores da Imperial College London, relata esta quinta-feira a imprensa britânica.

O estudo conta com a participação de cerca de 300 voluntários e é o segundo teste em humanos desta vacina, que está sob a alçada do Reino Unido.

De acordo com o jornal The Independent, o primeiro voluntário, que recebeu a primeira toma a 19 de junho, encontra-se bem de saúde, sem nenhum problema a reportar. Uma segunda dose da vacina deverá ser administrada dentro de quatro semanas.

Nos próximos dias, espera-se que mais 15 voluntários recebam também uma primeira dose, durante esta fase inicial do ensaio em seres humanos, promovido pela Imperial College.

O departamento de infecciologia da universidade tem esperança que o estudo revele nos próximos meses a eficácia desta vacina na produção de anticorpos que neutralizem a Covid-19. Para isso, os investigadores vão, numa fase inicial, administrar a vacina nos voluntários em pequenas doses e, de forma gradual, aumentar a dosagem, avaliando qual a ideal e também se o processo é seguro.

Se esta vacina experimental for segura e apresentar uma resposta eficaz na imunidade das pessoas testadas, um outro ensaio a mais 6 mil pessoas irá para a frente em outubro.

Um primeiro teste de uma potencial vacina contra o novo coronavírus foi levado a cabo em abril pela Universidade de Oxford, tendo contado com mais de mil participantes.

A chefe da investigação, Katrina Pollock, considerou que o primeiro estudo da vacina foi “uma importante conquista”, por esta ter sido administrada de forma segura.

“Estamos, neste momento, prontos a testar a vacina na fase de avaliação da dose antes de avançarmos para uma avaliação em larga escala”, adiantou a investigadora.

Entretanto, a farmacêutica AstraZeneca começou a produzir a vacina desenvolvida por Oxford, com o objetivo de construir um stock avultado na expectativa de esta ser aprovada para uso no outono.