O Plano Especial de Revitalização (PER) da Sociedade Comercial Orey Antunes (SCOA) foi aprovado, tendo reunido o voto favorável de 51,94% do total de créditos, de acordo com a informação enviada ao mercado.

Num comunicado enviado na sexta-feira à noite à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a SCOA refere que o administrador judicial provisório apresentou ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa um requerimento para junção aos autos do “auto de abertura de votos e respetivos anexos, a lista de credores com evidência do sentido de voto e votos rececionados e quadro resumo de votação final”.

De acordo com o referido requerimento, votaram 73,78% dos créditos totais, tendo-se registado a abstenção de 26,22%. Dos que votaram o Plano de Revitalização, votaram-no favoravelmente 51,94% do total de créditos e votaram contra 21,84% do total de créditos, resultado que dá ‘luz verde’ ao plano de pagamentos da SCOA.

“Nos termos do n.º 3, do art.º 17.º-F, do CIRE, o Administrador Judicial Provisório, Dr. Jorge Calvete, emitiu o seu entendimento ao plano de pagamentos da SCOA no sentido de que o mesmo se encontra aprovado”, lê-se no comunicado. Depois desta aprovação pelos credores, o PER terá agora de ser homologado pelo tribunal, estando esta fase de decisão de homologação a decorrer.

No dia 27 de maio, SCOA indicou que tinha depositado a versão final do Plano de Recuperação, tendo este instrumento “por base uma proposta aos credores detentores de créditos não subordinados e créditos subordinados”.

Segundo a Orey Antunes, “o plano de recuperação proposto considera que a sociedade é suscetível de recuperação, sendo esta, na perspetiva da sociedade, a solução que melhor tutela os interesses dos credores”. Na ocasião, a empresa esclareceu que se o plano de recuperação fosse aprovado pelos credores e homologado pelo tribunal, a sua atividade principal será a gestão e administração dos negócios associados ao setor de transportes e logística, referiu à CMVM.

O grupo opera em Portugal, Espanha, Angola e Moçambique, principalmente, segundo a informação que consta no sítio oficial na internet.

Em novembro do ano passado, a Orey Antunes requereu um PER e apontou a existência de créditos de 63,4 milhões de euros sobre a empresa, propondo um perdão de 90% a 95%, dependendo de negociação, e perdão de juros de 100%, relativamente aos perto de 37,451 milhões de euros de créditos comuns.