Dois treinadores, dois resultados diferentes na jornada anterior, dois momentos distintos, a mesma ideia. É certo que o Boavista pode ter sido goleado no Dragão frente ao FC Porto naquele que foi o resultado mais desnivelado no dérbi este século, é certo que o Santa Clara pode ter ganho na Luz ao Benfica naquela que foi a primeira vez em que uma equipa visitante marcou quatro golos aos encarnados desde 1997, mas o lançamento do encontro que arrancou com a 29.ª jornada teve o condão de ser marcado pela tentativa de apagar (sem esquecer) o que se passou antes e começar a escrever o que se pode passar daqui para a frente. Quer entre vencidos, quer entre vencedores.

“Demos três passos à frente nos jogos anteriores depois da retoma e agora um passo atrás pela segunda parte que fizemos no último jogo. Não pela primeira, que foi boa. Se 35 pontos chega para garantir a manutenção? Não chega e, por isso, são sinais de alerta para dentro. Quem não estiver a pensar assim, está errado. Portanto, tem de haver exigência máxima até ao último dia, sem ‘ses'”, destacou Daniel Ramos, técnico do Boavista, destacando o trabalho feito antes do dérbi – e também na metade inicial do dérbi, embora convenha recordar que os axadrezados só tocaram uma vez a bola na área portista… – e frisando que a permanência não está assegurada, entre elogios ao Santa Clara: “É uma equipa sólida, com comportamentos bem definidos e que vem de um resultado excecional. Tem sido sempre uma equipa, em casa e fora, que concede e cria oportunidades, que se predispõe a fazer um jogo na procura do golo, que não é uma equipa de espera, que se mostra de forma ativa”.

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