Buffon estreou-se na Juventus em 2001, aos 23 anos. Chiellini só apareceu em Turim mais tarde, em 2005, mas ainda com 21 anos. O primeiro teve a primeira internacionalização ainda em 1997, há 23 anos. O segundo só teve a primeira oportunidade na seleção italiana em 2004. Buffon tem 42 anos, Chiellini completa 36 no próximo mês de agosto: mas não parecem ter qualquer intenção de desacelerar.

Juntos, os italianos são dois dos nomes mais importantes dos últimos 20 anos da Juventus — Chiellini sem interrupções, Buffon com um ano passado no PSG pelo meio. Representam a geração que ficou com a pesada herança dos campeões europeus de 1996, que foi atirada para a Serie B devido ao escândalo de resultados combinados, o Calciopoli, que ficou sem os títulos mas sobreviveu à despromoção para renascer na Serie A. Esta segunda-feira, a Juventus anunciou a renovação por mais um ano do guarda-redes e do defesa central, que prolongam assim a ligação do clube de Turim e garantem a presença na corrida por mais títulos internos e europeus: numa altura em que a equipa de Maurizio Sarri está perto de confirmar a conquista da Serie A pela nona vez consecutiva e está ainda em competição na Liga dos Campeões.

É este último ponto, aliás, que acaba por ser o grande gatilho para a continuidade dos dois jogadores. Com uma hegemonia pouco discutível em Itália, que nos últimos anos só não tem sido espelhada na Taça, a Juventus procura incessantemente o sucesso europeu que escapa há 24 anos, desde Didier Deschamps, Paulo Sousa e companhia. A contratação de Cristiano Ronaldo foi com o objetivo de voltar a ganhar a Liga dos Campeões, o recorrente investimento feito pela família Agnelli é com o objetivo de voltar a ganhar a Liga dos Campeões e as renovações de Buffon e Chiellini, a título pessoal, são com o objetivo de ganhar pela primeira vez a Liga dos Campeões. Inúmeras vezes campeões italianos e com vitórias em todas as competições do país, guarda-redes e defesa central têm há mais de uma década um espaço guardado no respetivo palmarés para o troféu mais pretendido do futebol europeu. Mais uma temporada a jogar, significa mais uma chance de o conseguir.

Isto num dia em que, para além da renovação dos dois jogadores, ficou ainda confirmado que Arthur Melo, médio do Barcelona, vai rumar a Turim já no início da próxima temporada, a troco de 72 milhões de euros mais 10 em variáveis, e que Pjanic vai realizar o caminho inverso, num negócio fechado em 60 milhões mais cinco em variáveis. Juventus e Barcelona trocam de médios, brasileiro e bósnio trocam de camisolas e tanto Cristiano Ronaldo como Lionel Messi ganham um novo companheiro de equipa.

(artigo atualizado às 17h41 com a confirmação de que Pjanic vai trocar a Juventus pelo Barcelona no início da próxima temporada)