Desde que o podcast “Serial” aproximou os criminosos/crimes de uma audiência sedenta por um novo tipo de aproximação jornalística/documental ao crime, que este tipo de investigação se tornou um género não só nos podcasts mas, sobretudo, para uma audiência maior, a dos serviços de stream. A Netflix criou um template para o género com “Making a Muderer”, formato esse que chegou a ser gozado por outra série da Netflix (“American Vandal”)  e que, desde então, já deu para diversas histórias, algumas que nem estão necessariamente ligadas ao crime, como é o caso recente da popular “Tiger King”.

Esta segunda-feira a HBO Portugal estreou uma série que desbloqueia, de vez, esse template. Os seis episódios de “I’ll Be Gone In The Dark”, série supervisionada e com alguns episódios realizados por Liz Garbus (“What Happened, Miss Simone?”, “Who Killed Garrett Phillips?”, “Lost Girls” e “The Innocence Files”), não são sobre um assassino. Tal como não é o livro de Michelle McNamara, em que se baseia esta série documental, ou, noutro limite, a investigação de Michelle McNamara. Mas também é sobre um assassino, o “Golden State Killer”, assim designado por Michelle, anteriormente conhecido por “East Area Rapist” ou “Original Night Stalker”, que ao longo de doze anos matou pelo menos treze pessoas e violou cinquenta mulheres.

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